O projeto para conceder o Estádio Municipal Engenheiro João Guido, o Uberabão, à iniciativa privada deve ser encaminhado à Câmara Municipal em setembro. Antes disso, a Prefeitura ainda precisa concluir a modelagem econômica da concessão, que prevê investimento inicial estimado em R$ 1,3 milhão para modernização do estádio.
O valor foi apresentado pelo presidente da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Funel), Carlos Dalberto de Oliveira Júnior, o Belzinho, e abrange a substituição do gramado e do sistema de iluminação, além de reformas nos vestiários, cabines e bares.
Segundo ele, o levantamento dos custos está em fase final. A próxima etapa será definir por quanto tempo a empresa vencedora poderá explorar o estádio, com cenários de concessão por dez ou 20 anos ainda em discussão.
“O que vai ser discutido agora é o tempo. Já temos uma modelagem mais ou menos definida, mas precisamos estabelecer quanto será investido e qual prazo será necessário para que isso seja viável”, afirmou.
A proposta é transformar o Uberabão em arena multiuso, com realização de partidas de futebol, shows, eventos esportivos e culturais. Também está em estudo a instalação de pequenas lojas e outros serviços capazes de funcionar durante a semana, evitando que a receita dependa apenas dos dias de jogos ou grandes eventos.
Em junho deste ano, a Funel confirmou que a empresa havia apresentado uma proposta oficial para transformar o espaço em arena multiuso. O grupo atua na realização de eventos esportivos e shows.
Agora, Belzinho informou que o interesse também foi formalizado por requerimento. A empresa aguarda a apresentação do levantamento de custos para que as conversas sobre a modelagem avancem.
Apesar da negociação, o presidente da Funel ressaltou que a manifestação não garante vantagem à empresa de Goiânia. O Município deverá publicar um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), permitindo que outros grupos apresentem estudos e propostas para a exploração do estádio.
“A gente publica o edital, dá oportunidade para todos e discute a modelagem. Depois que o modelo estiver fechado, será publicado um novo edital para que as empresas interessadas participem”, explicou.
O processo ainda exige a elaboração dos estudos técnicos preliminares e dos documentos que servirão de base para o futuro edital. Conforme Belzinho, o objetivo é construir um modelo financeiramente viável para o Município e para a empresa responsável pelos investimentos e pela operação do estádio.
A proposta de concessão já havia sido anunciada em junho, mas ainda estava na fase inicial de estudos técnicos e econômicos, sem valor de investimento ou cronograma definido.
Investimentos dependem de parceiro
Enquanto o processo não avança, a Funel não prevê bancar diretamente o pacote de R$ 1,3 milhão. Segundo Belzinho, a fundação não dispõe de recursos para executar as melhorias e depende da entrada de um parceiro privado.
A modernização da iluminação, sozinha, foi estimada em aproximadamente R$ 600 mil. O sistema atual utiliza lâmpadas de vapor e apresenta nível de iluminância abaixo do considerado adequado. A proposta é substituir a estrutura por equipamentos de LED.
Belzinho afirmou que algumas intervenções ainda poderiam começar neste ano, mas condicionou o avanço à conclusão da parceria.
“Essas benfeitorias só serão possíveis se houver um parceiro. A Funel não tem disponibilidade de R$ 1,3 milhão para investir no Uberabão”, declarou.
O estádio também passou recentemente por adequações de acessibilidade decorrentes de acordo firmado com o Ministério Público. O projeto original, estimado em cerca de R$ 380 mil, foi revisto para concentrar as intervenções nos pontos efetivamente utilizados, incluindo banheiros, acessos e cabines.
Segundo o presidente, as obras foram concluídas e uma vistoria está prevista para o dia 15 de julho. As intervenções maiores, como troca do gramado, modernização da iluminação e reforma dos vestiários, deverão ficar vinculadas ao futuro processo de concessão.