Mulher de 61 anos registrou ocorrência na quarta-feira (22), em Uberaba, após sofrer prejuízo de R$9 mil e constatar a contratação, sem seu consentimento, de empréstimo no valor de R$33.411,44. O caso reforça o alerta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que aposentados e pensionistas ignorem ofertas de crédito, redução de juros ou liberação de valores feitas por telefone.
Segundo o Boletim de Ocorrência, o golpe teve início em 14 de julho, quando a vítima recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como representante de uma instituição financeira e prometeu diminuir os juros de um contrato já existente. Em vez disso, um novo empréstimo teria sido firmado em seu nome, sem autorização.
No dia seguinte, ela verificou que os R$33.411,44 haviam sido creditados em sua conta bancária. Em 20 de julho, outro homem entrou em contato, identificando-se como analista do INSS, e afirmou que o dinheiro deveria ser devolvido imediatamente.
Convencida de que cumpria um procedimento legítimo, a mulher realizou várias transferências via Pix que somaram R$9 mil. Já no dia seguinte, uma suposta consultora passou a exigir a restituição integral dos R$33.411,44. A insistência despertou suspeitas, levando a vítima a procurar o Procon, onde foi orientada a interromper qualquer novo pagamento.
Ao registrar o caso, ela recebeu orientação para preservar comprovantes das transferências, registros das conversas e demais informações bancárias relacionadas à fraude. Também foi informada sobre a possibilidade de solicitar à instituição financeira o Mecanismo Especial de Devolução (MED).
O INSS recomenda que beneficiários bloqueiem o benefício para novas contratações de empréstimo consignado pelo aplicativo ou site Meu INSS, acompanhem regularmente o extrato de pagamentos para identificar descontos indevidos e jamais compartilhem dados pessoais ou validem biometria facial em propostas de crédito não solicitadas. O órgão esclarece ainda que não oferece empréstimos, não reduz taxas por telefone e que operações de consignado somente são concluídas após validação por reconhecimento facial no aplicativo.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que investigará o caso.