A indicação de Daniel Perez para chefiar a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil deve ser analisada pelo plenário do Senado americano no início de agosto. A previsão foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, após o nome escolhido pelo governo Donald Trump passar pelo Comitê de Relações Exteriores.
Perez está em um conjunto de nomeações que deve entrar na pauta dos senadores. Como o Partido Republicano tem maioria na Casa, a expectativa é de aprovação. Essa votação representa a etapa final do processo do lado dos Estados Unidos.
A eventual confirmação, porém, não garante posse imediata em Brasília. Para assumir o posto, o indicado ainda precisa receber o agrément, termo diplomático usado para o aval do país que receberá o embaixador. No caso, a decisão cabe ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Se o trâmite avançar, Perez poderá ocupar a embaixada antes da eleição presidencial no Brasil. Não há, no entanto, prazo obrigatório para a resposta brasileira. O tempo de análise varia conforme o país e o contexto diplomático.
Segundo a publicação, os Estados Unidos encaminharam o pedido formal ao governo brasileiro um mês depois de anunciarem publicamente a escolha de Perez. A prática usual na diplomacia é consultar previamente o país anfitrião antes de divulgar o indicado.
Integrantes do governo Lula avaliam que a condução do caso contrariou o procedimento previsto pela Convenção de Viena, tratado que organiza regras das relações diplomáticas entre países.
Caso Perez seja confirmado e aceito pelo Brasil, os Estados Unidos voltarão a ter embaixador no país após a saída de Elizabeth Bagley, indicada pelo ex-presidente Joe Biden. Atualmente, a missão diplomática americana é conduzida pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar.
Daniel Perez é cubano-americano de primeira geração e nasceu em Nova York. Ele se mudou para a Flórida em 1993 e foi eleito para a legislatura estadual em 2017. Em seu site oficial, não há registro de experiência anterior em política externa.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também tem trajetória ligada à Flórida e é filho de cubanos.