INVESTIGAÇÃO

PF pede apoio da Interpol para localizar bens de Daniel Vorcaro nos EUA e na Europa

Publicado em 18/07/2026 às 15:56
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 (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

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A Polícia Federal (PF) acionou a Interpol para rastrear possíveis bens e ativos do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em países da Europa e nos Estados Unidos. A iniciativa faz parte das investigações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro envolvendo a instituição, que teve suas atividades encerradas.

O objetivo da apuração é identificar patrimônios que possam ter sido adquiridos com recursos provenientes das fraudes investigadas. Entre os bens procurados estão imóveis, empresas, contas bancárias, embarcações, aeronaves e outros ativos registrados em nome de Vorcaro ou de empresas ligadas a ele.

Segundo informações divulgadas pela BBC News Brasil, a cooperação internacional foi solicitada por meio do mecanismo conhecido como Silver Notice (Alerta Prata), ferramenta da Interpol utilizada para rastrear patrimônios relacionados a pessoas investigadas ou condenadas por crimes financeiros.

Caso sejam localizados, os bens poderão ser alvo de medidas judiciais, como bloqueio ou repatriação, com o objetivo de reduzir os prejuízos estimados em R$ 52 bilhões causados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pelo esquema investigado.

Até o momento, porém, os investigadores não identificaram patrimônio de Vorcaro no exterior. Há a suspeita de que parte dos bens possa ter sido transferida para terceiros como forma de dificultar o rastreamento.

Daniel Vorcaro é apontado como o principal investigado no caso do Banco Master. Conforme a investigação, durante sua gestão, iniciada em 2019, a instituição teria emitido títulos sem lastro e comercializado produtos financeiros com promessas de rentabilidade consideradas incompatíveis com a realidade do mercado.

As apurações fazem parte da Operação Compliance Zero. Vorcaro está preso no Centro de Detenção Provisória II, conhecido como Papudinha, em Brasília, e, até o momento, não conseguiu firmar um acordo de colaboração premiada. O processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.

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