Há a expectativa que a resposta saia até 12 de junho, que era o estabelecido pelo ministro André Mendonça para a defesa entregar o material aos investigadores

Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
BRASÍLIA – Integrantes da equipe responsável pelas investigações do caso Master analisam a nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do maior escândalo financeiro da história do país.
Até o fim da próxima semana, eles e a Procuradoria-Geral da República (PGR) devem decidir se aceitam ou não a nova versão, após rejeitarem uma primeira, por considerarem que nada trazia de novo além do que já foi apurado pela Polícia Federal (PF).
A nova rodada de negociações da defesa com as autoridades ocorreu na última segunda-feira (1º/6), segundo a “TV Globo”. Os advogados entregaram um adendo ao documento anterior, tentando reformular pontos questionados pelas autoridades.
Uma nova reunião deve ocorrer nos próximos dias. Há a expectativa que a resposta definitiva saia até 12 de junho, que era o estabelecido pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), para a defesa entregar o material aos investigadores.
Ou seja, os advogados entregaram a documentação mais de 10 dias antes do fim do prazo. Vorcaro quer fechar logo a delação para escapar de uma transferência para a penitenciária da Papuda, onde teria menos contato com os advogados, além de conforto.
Vorcaro permanece isolado em regime especial nas dependências da Superintendência da Polícia Federal (PF), mas com acesso a itens que não teria na Papuda. Antes de ter a primeira versão da delação rejeitada, ele estava em uma cela maior e mais confortável da PF.
A delação do banqueiro é tratada como uma das frentes mais sensíveis da investigação que envolve suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, organização criminosa e uso de uma estrutura paralela para monitoramento e ataque de adversários.
Integrantes da investigação reclamaram que a primeira proposta de colaboração acrescentava poucos elementos às apurações. A avaliação era de que Vorcaro estaria preservando pessoas próximas e evitando apresentar informações consideradas mais sensíveis.
As negociações continuam sendo conduzidas conjuntamente pela PF e pela PGR. Apesar de a PF ter rejeitado inicialmente o acordo, a Procuradoria decidiu manter as conversas abertas com a defesa do banqueiro.
Fonte: O Tempo