EL NIÑO

El Niño deve ganhar força e aumentar risco de eventos extremos até setembro

ONU alerta para possibilidade maior de secas, chuvas intensas e ondas de calor em diversas regiões do mundo; fenômeno pode influenciar o clima até 2027

Publicado em 03/07/2026 às 09:56
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A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, alertou nesta sexta-feira (3) que o fenômeno El Niño deve se intensificar rapidamente nos próximos meses, com previsão de atingir forte intensidade entre julho e setembro. Segundo o órgão, o cenário aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, chuvas intensas e ondas de calor em diversas partes do mundo.

De acordo com a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, as condições típicas do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico e a expectativa é de que o fenômeno continue se fortalecendo. Além de alterar o regime de chuvas em diferentes regiões, o aquecimento das águas do Pacífico tende a elevar ainda mais as temperaturas globais.

A agência também destaca que os efeitos do El Niño poderão ser sentidos até 2027. Conforme o cientista da OMM Álvaro Silva, anos marcados pelo fenômeno costumam registrar recordes de temperatura em escala mundial.

O El Niño ocorre devido ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, acompanhado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. Essa combinação altera a circulação atmosférica e interfere no comportamento do clima em diversos continentes.

As projeções da OMM indicam alta confiança nas previsões, já que os principais centros meteorológicos internacionais apresentam resultados semelhantes. A expectativa é que a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial ultrapasse 2°C acima da média em áreas consideradas estratégicas para o monitoramento do fenômeno.

Entre os impactos previstos estão chuvas acima da média no centro e leste do Pacífico Equatorial, enquanto regiões como o Caribe, parte da América Central e o noroeste da América do Sul poderão enfrentar precipitações abaixo do normal. Já o sudoeste dos Estados Unidos deve registrar um período mais úmido.

No Brasil, o fortalecimento do El Niño também pode influenciar o regime de chuvas e as temperaturas nos próximos meses, embora os efeitos variem conforme a região do país. Especialistas recomendam acompanhar os boletins meteorológicos, já que o comportamento do fenômeno pode favorecer episódios de calor intenso, estiagens e mudanças no padrão das precipitações.

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