
(Foto/Divulgação Nasa)
Duas estrelas que viveram juntas podem ter terminado suas vidas de uma forma inédita: ambas explodindo como supernovas. A hipótese foi apresentada em um estudo publicado nesta terça-feira (21) na revista científica Nature Communications.
Segundo os pesquisadores, há fortes indícios de que os restos de duas explosões estelares pertencem a estrelas que faziam parte do mesmo sistema binário, um fenômeno que, se confirmado, representará a primeira evidência desse tipo já identificada pelos astrônomos.
O que é uma supernova?
Uma supernova é a explosão de uma estrela de grande massa ao final de seu ciclo de vida. Quando o combustível que mantém as reações nucleares se esgota, a estrela perde o equilíbrio interno, entra em colapso e desencadeia uma explosão extremamente energética.
O brilho produzido pode ser tão intenso que supera, temporariamente, a luminosidade de uma galáxia inteira.
Onde ocorreu a possível supernova dupla?
Os pesquisadores analisaram uma região localizada a cerca de 6 mil anos-luz da Terra, onde estão os remanescentes conhecidos como IC 443, popularmente chamada de Nebulosa da Água-viva, e G189.6+3.3.
Até então, esses objetos eram estudados separadamente. No entanto, a nova pesquisa indica que ambos podem ser resultado das explosões de duas estrelas que orbitavam uma à outra antes de chegarem ao fim de suas vidas.
Caso a hipótese seja confirmada por novas observações, a descoberta poderá ajudar os cientistas a compreender melhor a evolução de sistemas binários de estrelas massivas e os processos que levam à formação de supernovas.
Além de representar um feito inédito para a astronomia, o estudo pode fornecer novas pistas sobre a origem de elementos químicos espalhados pelo Universo e sobre a dinâmica da morte de estrelas gigantes.