CALAMIDADE

Sem comida, protetora vê cães abandonados disputarem restos de animais no Maracanã

Voluntária cuida de dezenas de animais em Uberaba e pede doações de alimento para cães, gatos e cavalos

Débora Meira
Publicado em 21/07/2026 às 15:45
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 (Foto/Reprodução)

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Cães abandonados disputando restos de animais mortos para sobreviver. A cena encontrada por uma protetora independente em uma área do bairro Maracanã, em Uberaba, acendeu um alerta sobre a situação de abandono enfrentada por dezenas de animais na cidade e a dificuldade de quem tenta ajudá-los sem apoio suficiente. 

Segundo Aline Silva, uma das protetoras que atua voluntariamente em Uberaba, um cachorro foi visto se alimentando da carcaça de outro animal, o que aumenta o risco de doenças graves, como o botulismo. Desde então, ela e outros voluntários tentam localizar o animal para levá-lo ao veterinário. "Ele precisa ser encontrado o quanto antes. Pode ter ingerido carne em decomposição e o botulismo pode matar", alerta. 

O episódio ocorre justamente quando a protetora afirma viver uma das situações mais difíceis desde que começou o trabalho de resgate. Responsável por cerca de 60 cães, 25 gatos, quatro cavalos, uma porca e outras quatro cadelas com 30 filhotes, Aline diz que ficou sem ração para alimentar os animais. "Hoje eu não tenho um grão de ração para cachorro. Nem um grão", relata. 

Além dos animais acolhidos na propriedade, ela também alimenta gatos que vivem soltos no condomínio de chácaras onde mora. "Eu coloco comida na porta da chácara e eles vão lá comer”, conta. 

Além da alimentação, outra preocupação é encontrar lares para os cerca de 30 filhotes nascidos recentemente. 

Segundo Aline, os cães são de porte pequeno e médio e estão disponíveis para adoção responsável. Entre os animais acolhidos estão quatro cavalos, dois deles resgatados em estado grave. 

Um deles, segundo a protetora, chegou a ter indicação de eutanásia após complicações provocadas por tétano. "Hoje eles estão recuperados, mas um rompeu o nervo da perna e não pode voltar para o pasto”, relata. 

Aline afirma que a prioridade neste momento não é receber dinheiro, mas garantir alimento para os animais. "A pessoa pode comprar um pouquinho de ração a granel. Um quilo, dois quilos... tudo ajuda”, ressalta.  

Ela precisa principalmente de: 

  • ração para cães;  
  • ração para gatos;  
  • ração para cavalos.  

Quem desejar contribuir pode entrar em contato diretamente com a protetora pelo telefone e PIX: (34) 99250-9470. O PIX está em nome de Luzia Salon da Silva, no Banco do Brasil. 

Também são aceitas doações de ração, que podem ser entregues diretamente em casas agropecuárias para posterior retirada pela protetora. Aline também busca famílias interessadas na adoção responsável dos filhotes.

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