
(Foto/Divulgação)
A Comissão Europeia aprovou uma nova versão do medicamento Sarclisa, utilizado no tratamento do mieloma múltiplo, um tipo de câncer que afeta as células da medula óssea. Desenvolvido pela farmacêutica francesa Sanofi, o tratamento passa a contar com aplicação subcutânea, por meio de um injetor portátil ou de injeção manual, tornando-se a primeira terapia oncológica desse tipo autorizada na União Europeia.
A principal novidade é a possibilidade de administração mais flexível do medicamento, incluindo o uso em domicílio ou em ambulatórios, reduzindo a necessidade de permanência prolongada em hospitais e centros de infusão.
Segundo a Sanofi, a nova modalidade pode contribuir para desafogar os sistemas de saúde e oferecer mais comodidade aos pacientes em tratamento. Para o professor de hematologia da Universidade Sorbonne, Mohamad Mohty, a aprovação representa um avanço significativo ao permitir maior flexibilidade no cuidado dos pacientes sem comprometer a eficácia da terapia.
O Sarclisa é um anticorpo monoclonal utilizado no combate ao mieloma múltiplo e já foi aprovado em cerca de 60 países desde seu lançamento, em 2020. De acordo com a fabricante, mais de 70 mil pacientes em todo o mundo já receberam o medicamento.
Além da autorização europeia, a versão subcutânea do tratamento também está em análise por órgãos reguladores de outros países, incluindo Estados Unidos, Japão e China. Nos EUA, a decisão da agência reguladora norte-americana (FDA) foi adiada e deve ser anunciada até o fim de julho.
A expectativa é que a nova forma de aplicação amplie o acesso ao tratamento e melhore a qualidade de vida dos pacientes, reduzindo deslocamentos e o tempo dedicado às sessões terapêuticas.