OPERAÇÃO HYBRIS

Suspeito é preso em Uberaba durante operação contra comércio de máquinas agrícolas roubadas

Segunda fase da Operação Hybris mira grupo suspeito de continuar negociando veículos e maquinários de origem criminosa mesmo após denúncia

Da redação
Publicado em 23/06/2026 às 21:06
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Uberaba está entre as cidades onde foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nesta terça-feira (23), durante a segunda fase da Operação Hybris. A ação investiga um grupo suspeito de receptar, adulterar, ocultar, transportar e comercializar veículos e maquinários de origem ilícita.

Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão, sendo três para Minas Gerais, nas cidades de Uberaba e Uberlândia, e um para a Bahia. Outros cinco mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nos dois estados. O Ministério Público de Minas Gerais não informou quantas ordens judiciais foram executadas especificamente em Uberaba.

Durante as buscas, as equipes procuraram celulares, computadores, mídias digitais, documentos, registros financeiros e materiais relacionados a veículos. O objetivo é identificar a estrutura do grupo, a divisão de tarefas, a cadeia de comando e a possível participação de outros envolvidos.

Segundo o MPMG, a nova etapa é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas na primeira fase da Operação Hybris. Na ocasião, foi identificada uma organização criminosa especializada no furto, roubo e posterior receptação de máquinas agrícolas.

Mesmo após a primeira operação e o oferecimento de denúncia criminal, integrantes do grupo teriam continuado a praticar novos crimes. As apurações indicam que o esquema seria comandado por um homem já denunciado pelo Ministério Público, que teria se associado a outros colaboradores para manter as atividades e ocultar bens de origem criminosa.

A segunda fase foi desencadeada após o cruzamento de informações de ocorrências policiais, aparelhos celulares, documentos fiscais, registros de localização, dados de veículos e conversas em aplicativos de mensagens.

A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Patos de Minas, com participação das polícias militares de Uberlândia e Frutal. A ação também contou com apoio dos Gaecos de Uberaba e Uberlândia, da Polícia Penal de Minas Gerais e do Gaeco do Ministério Público da Bahia.

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