A Polícia Civil de Uberaba continua investigando uma série de ocorrências envolvendo animais encontrados mortos e descartados em sacos plásticos em diferentes pontos da cidade. Os casos, registrados principalmente no bairro Girassóis 3, seguem sem autoria identificada e ainda não tiveram a causa das mortes confirmada.
A primeira denúncia chegou ao Jornal da Manhã no fim de junho, após moradores encontrarem vários animais dentro de sacos de lixo em um terreno baldio no Girassóis 3. Na ocasião, imagens mostravam corpos de animais enrolados nos materiais e urubus próximos ao local.
Após o registro, a Polícia Civil realizou diligências e iniciou levantamentos para tentar identificar a origem dos animais e as circunstâncias do descarte.
Poucos dias depois, novos sacos com animais mortos foram encontrados no mesmo bairro, reforçando a investigação. Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, o delegado Elinton Feitosa informou que a repetição dos casos chamou atenção das autoridades e que todas as possibilidades são analisadas.
Segundo ele, a investigação considera tanto a possibilidade de descarte irregular, como em situações em que animais morrem por doença ou velhice e os responsáveis não sabem como realizar a destinação correta, quanto a hipótese de crime. “Esse caso específico levanta um alerta e a polícia não descarta a possibilidade de alguma situação que pode implicar em crime”, afirmou o delegado na ocasião.
Além dos registros no Girassóis 3, outro caso semelhante foi denunciado no bairro Vila Arquelau, onde um saco contendo um animal morto foi encontrado abandonado em via pública. A Polícia Civil informou que não havia sido acionada para essa ocorrência, mas orientou que situações semelhantes sejam comunicadas aos órgãos responsáveis.
Outro episódio que também passou a ser investigado envolve a morte de um cão comunitário conhecido como Caramelo, no bairro Uberaba I. Um laudo anatomopatológico do Hospital Veterinário da Uniube apontou intoxicação compatível com ingestão de agente tóxico, mas o exame não identificou qual substância teria causado a morte.
Segundo a Polícia Civil, o laudo será analisado para auxiliar na investigação das circunstâncias da morte do animal.
Até o momento, não há confirmação de que os casos estejam relacionados entre si, nem identificação de responsáveis pelos descartes ou pelas mortes. A Polícia Civil continua realizando levantamentos para esclarecer os fatos.
A orientação das autoridades é que moradores não manipulem animais mortos em situações suspeitas e acionem os órgãos competentes para evitar a perda de possíveis provas. Em casos com suspeita de crime, a recomendação é procurar a Polícia Militar ou a Polícia Civil.