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Uberaba, 28 de setembro de 2020 -

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Líderes políticos protestam contra fim do limite de área para a cana

Na semana passada, o prefeito Anderson Adauto entregou à Câmara o projeto que dispõe sobre a revogação do dispositivo da Lei Orgânica que delimita em 10% o plantio de cana

- Por Geórgia Santos Última atualização: 16/12/2011 - 22:39:54.


Lideranças políticas realizam manifestação contra o fim do limite de área para o plantio de cana-de-açúcar no município. Na semana passada, durante reunião com vereadores e empresários do setor, o prefeito Anderson Adauto entregou à Câmara o projeto que dispõe sobre a revogação do dispositivo da Lei Orgânica do Município que delimita em 10% o plantio de cana-de-açúcar em Uberaba.

A manifestação foi realizada no calçadão da rua Arthur Machado, protestando contra a proposta do prefeito Anderson Adauto, que deseja revogar a limitação do plantio da cana, segundo projeto já encaminhado à Câmara Municipal. De acordo com Heraldo Luiz, do PPS, é preciso repensar esta mudança, preservando uma porcentagem destinada ao plantio da cana-de-açúcar, evitando que a monocultura seja instalada no Município.

Além disto, segundo explica o presidente do PSOL, José Eustáquio Reis, os manifestantes lutam para que sejam oferecidas as mesmas condições ao plantio de outras culturas, que atualmente são disponíveis aos produtores de cana, para que o Governo Federal aumente os subsídios da Agricultura Familiar, reduzindo a quantidade de latifúndios monocultores. O subsídio dos juros oferecido pelo governo aos produtores da cana é de 6%, enquanto que em outras culturas o produtor paga 23% de carga tributária.

Entre as justificativas para a revogação do limite de 10% do plantio da cana-de-açúcar, está a importância do setor para a economia uberabense, para geração de emprego e renda para trabalhadores, arrendatários de terras e fornecedores de cana para as usinas sucroalcooleiras. O prefeito Anderson já anunciou que caso não consiga revogar o dispositivo, existe a possibilidade de propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) por entender que a definição das regras constantes da legislação municipal é de competência da União.

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