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Após caso Caramelo, Prefeitura esclarece quem recolhe animais mortos em Uberaba

Orientação foi enviada após morte suspeita do cão Caramelo e inclui acionamento da Polícia Civil em casos de possível crime

Débora Meira
Publicado em 16/07/2026 às 10:55
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Após a repercussão da morte do cão comunitário Caramelo, no bairro Uberaba I, a Prefeitura de Uberaba esclareceu que o recolhimento de animais de pequeno porte encontrados mortos em vias públicas é realizado pelo Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias. O município também informou que, em casos com indícios de envenenamento ou outro possível crime, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Civil para preservar a investigação. 

A manifestação foi enviada ao Jornal da Manhã após reportagem que mostrou que a tutora comunitária do animal afirmou não ter recebido orientação sobre qual órgão deveria ser acionado para o recolhimento do corpo. Na ocasião, ela relatou ter procurado a Superintendência de Bem-Estar Animal (SBEA) e recebido apenas a informação de que o setor não realiza esse tipo de serviço. 

Segundo a Prefeitura, o recolhimento de animais mortos em vias públicas é feito por equipe especializada do Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias. "Para solicitar o serviço, o cidadão deve entrar em contato com o Cidade Ativa, pelo telefone 0800 940 0101, ou diretamente com o Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias, pelo telefone (34) 3315-4173", informa o município. 

A administração municipal reforçou ainda que, quando houver suspeita de envenenamento ou outra prática criminosa, a prioridade deve ser preservar possíveis provas. "Nos casos em que houver indícios de envenenamento ou outra prática criminosa, a orientação é que a Polícia Civil seja acionada imediatamente para que sejam realizados os procedimentos cabíveis", explica 

Sobre a morte de Caramelo, ocorrida em 19 de junho, a Superintendência de Bem-Estar Animal informou que o contato recebido tinha como objetivo viabilizar a realização da necropsia do animal e afirmou que conseguiu autorização junto ao Hospital Veterinário da Uniube (HVU), em razão do convênio existente para atendimento de animais comunitários e errantes. 

Segundo a nota, a Superintendência não dispõe de estrutura para realizar o transporte de animais e, por isso, orientou que a própria solicitante encaminhasse o corpo ao hospital. 

No entanto, a tutora comunitária contesta essa versão. Ela afirma que, inicialmente, procurou a Superintendência para solicitar a liberação da necropsia pelo convênio, mas o pedido teria sido negado. Segundo o relato, a autorização só foi obtida após ela procurar o gabinete do vereador Caio Godoi (PP). 

O vereador confirmou ao Jornal da Manhã que recebeu a denúncia no dia 19 de junho. "Realmente eu recebi a denúncia aqui no gabinete e solicitei para a Superintendência que fizessem a análise", afirma. 

Na primeira reportagem publicada pelo Jornal da Manhã, a Polícia Civil orientou que, em situações com suspeita de crime, a população não deve manipular ou remover o corpo do animal antes da avaliação das autoridades, pois isso pode comprometer a produção de provas.  

A Prefeitura também voltou a se manifestar sobre a revisão das orientações prestadas aos cidadãos. Em junho, após outro caso envolvendo informações desencontradas sobre o recolhimento de um animal morto, o município havia informado que promoveria treinamento da equipe. 

Agora, a Superintendência afirma que esse processo já está em andamento. "As adequações necessárias já estão em andamento, conforme projeto iniciado em 25 de junho. A atual etapa do trabalho está concentrada na formatação das informações repassadas à população, com o objetivo de garantir maior clareza, segurança e uniformidade nas orientações fornecidas pelos servidores no atendimento ao cidadão", informa. 

Enquanto isso, a Polícia Civil confirmou ao Jornal da Manhã que a morte de Caramelo continuará sendo investigada com base no laudo anatomopatológico, que apontou intoxicação compatível com agente tóxico, embora sem identificar qual substância provocou o óbito.

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