SAÚDE

UFTM terá centro de transplantes de medula

O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) tem 1,6 milhão de pessoas cadastradas no país. Esse é um número expressivo, mas o Brasil precisa de mais doadores

Publicado em 19/08/2010 às 11:47Atualizado em 20/12/2022 às 04:45
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O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) tem 1,6 milhão de pessoas cadastradas no país. Esse é um número expressivo, mas o Brasil precisa de mais doadores, por conta da miscigenação de raças, o que torna difícil encontrar pessoas compatíveis. Atualmente, a chance de achar um doador de medula compatível é de uma em um milhão. Na família, as chances são de 70%. Embora haja quase dois milhões de cadastros, muitas vezes o problema na hora do transplante é encontrar o doador. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), responsável pelo Redome, neste ano 337 pessoas foram identificadas no cadastro com medula compatível para doação, mas apenas 283 foram encontradas. Para Paulo Roberto Juliano Martins, coordenador do Hemocentro Regional de Uberaba, quanto mais pessoas se tornarem doadoras melhor. “Se forem 20 milhões de cadastrados, haverá maiores chances de encontrarmos doadores. Uberaba já tem doadores reais. Pessoa que doou no Rio de Janeiro e que salvou vidas”, conta. Ele destaca que este é um processo recente e talvez por isso ainda seja difícil. “Tem que ser estimulado e, sem dúvida, mantido atualizado sempre”, frisa Paulo. Outro problema é a desistência do doador quando é encontrado um paciente compatível. “Mas as pessoas não precisam ter medo nenhum. Não dói e, antes de doar, a pessoa é reavaliada por uma equipe criteriosa, para saber se não haverá riscos para doador e receptor. E não há contraindicação. Qualquer pessoa pode doar”, esclarece o coordenador. Centro de transplantes. No método utilizado quando o paciente tem uma doença no sangue, como leucemia, anemia, entre outras, o transplante de medula pode em breve começar a ser realizado em Uberaba, através de uma parceria entre o hemocentro e a UFTM. “Estamos caminhando para isso e é provável que agora, no segundo semestre, teremos na Universidade Federal do Triângulo Mineiro um centro de transplantes”, afirma Paulo.

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