Edaravona será disponibilizada para adultos com esclerose lateral amiotrófica que atendam aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde
(Foto/Divulgação)
O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o uso da edaravona, medicamento destinado ao tratamento de pacientes adultos com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em estágios iniciais.
A decisão foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União. De acordo com a portaria, as áreas técnicas do governo terão prazo de até 180 dias para implementar a oferta do tratamento na rede pública de saúde.
O medicamento será indicado para pacientes com ELA classificados nos graus 1 e 2 da doença e que tenham diagnóstico com duração igual ou inferior a dois anos.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo. Com a evolução do quadro, o paciente pode perder progressivamente o controle muscular.
Atualmente, a ELA ainda não possui cura conhecida. O diagnóstico também pode ser desafiador, já que não existe um exame laboratorial capaz de identificar diretamente a doença por meio de substâncias no sangue ou marcadores específicos.
Por isso, a confirmação do diagnóstico depende da avaliação clínica e de outros exames complementares, podendo levar, em média, cerca de 11 meses desde o início dos sintomas até a identificação da doença.
A incorporação da edaravona representa uma nova opção terapêutica dentro da rede pública para pacientes que estejam nas fases iniciais da ELA.