Infelizmente, minha admiração pela roqueira Rita Lee foi para o buraco
Infelizmente, minha admiração pela roqueira Rita Lee foi para o buraco. Como um castelo de areia, ela conseguiu derrubar e propagar o mau exemplo, diante de câmeras que flagraram suas irônicas, maledicentes, fomentadoras da discórdia e totalmente inconsequentes referências acerca de policiais que abordavam e tomavam providências com um grupo de usuários de drogas que faziam questão de expor o “cigarrinho do capeta”, apesar de proibido em nosso país, como se nada pudesse contraditá-los. A Polícia Sergipana fez o papel dela, mas, a Dona Rita Lee, totalmente fora de si, quase colocou tudo no liquidificador e tornou a festa numa balbúrdia sem precedentes. Chamou os policiais de “cachorros” e outras de baixo calão que envergonhariam até mesmo a sua genitora. Mas, fazer o que, não é? O show é dela. Pois foi assim que ela disse em gravações horripilantes que estão no YouTube para qualquer cidadão se extasiar ou se indignar com o feito.
A Polícia Sergipana fez o seu papel. Fez valer o Estado democrático de direito. Ou já está autorizado fumar maconha livremente no nosso país? O dia em que isso ocorrer, diante da ratificação de novas leis, ou adaptação das existentes, a Polícia Militar, mesmo achando uma tremenda “burrice”, irá fazer valer o que o povo desejar. Assim vem funcionando. A sociedade, sabiamente, vem descredibilizando esse cenário. Vide a represália aos alunos da USP. A sociedade, no Twitter, no Facebook, dentre outras formas de manifestação, disse não a ação dos estudantes. Será que a Dona Rita Lee não acompanhou isto?
Interessante – e aí me permito uma vírgula ao debatido – que a maconha consumida pelos jovens, no show de Dona Rita, não foi comprada em nenhuma farmácia, supermercado ou lojas de conveniência, apesar de alguns estabelecimentos congêneres já servirem de pontos de tráfico. O que a nossa sociedade precisa pensar é que não podemos infringir as leis por acharmos que ela não se encaixa no nosso modo de pensar. Precisamos nos articular para elegermos representantes que possam, com democracia, exercer esse direito e venham promulgar adaptações que sejam interessantes para o coletivo, nunca para o individual.
Abusos cometidos por policiais são veementemente tratados pela justiça, ou mesmo, pela administração pública que toma sérias providências contra o impropério, o que pode até excluí-los da Corporação. Todavia, na ocasião, nada justificava a atitude insana da cantora Rita Lee, que inflamou o público contra a PM, o que poderia ter se tornado trágico, pois a influência dela poderia ter levado a um confronto e, consequentemente, mortes. A Cantora sugeriu ditadura. Patavinas! Oh Rita! Você, que já experimenta a melhor idade há algum tempo, sabe que em nada se parece com ditadura o acontecido. O problema é que pessoas como você, que deveriam dar o exemplo, promovem desajustes que, muita das vezes, levam ao colapso social. QUE VERGONHA!
Você caiu no meu conceito e, com muita franqueza, espero que pague pelo desacato proferido, além de outros crimes como a incitação a violência e apologia ao uso de drogas. O Brasil precisa de bons exemplos. Não de opiniões, ou de manifestações públicas, desajustadas, e que incitem a violência. Truculenta foi a sua atitude. O Estado democrático de direito não permite isso. Você falou em liberdade, mas, se esqueceu de que a liberdade não pode ser dissonante com as leis que regem o nosso convívio em sociedade. Disse até para que levassem um “baseado” para você para que pudesse ser presa também. QUE LÁSTIMA!
Espero que nossos leitores sejam críticos ao acontecido e lutem para que as leis sejam respeitadas. Precisamos lutar sim, mas, por causas justas, onde a construção de cenários seja a máxima. O que eu não posso fazer, eu não faço! E assim vamos mudando o nosso país revigorando, cada vez mais, valores e o processo de paz.