O prefeito Paulo Piau (PMDB) disse ontem que se a Prefeitura não tiver condições de custear a manutenção do programa Olho Vivo – que por aqui terá outro nome – poderá criar uma taxa com essa finalidade. “Não sou de criar impostos, mas como isso é um benefício, sobretudo para os maiores, por que não criar uma taxa de segurança para esse fim?”, colocou o peemedebista, ao ser questionado quanto à adesão das instituições financeiras e demais empresas instaladas na região onde o sistema será implantado. Ainda ontem a Câmara aprovou o Projeto de Lei nº 264/2013, do Executivo, que autoriza a implantação do Sistema de Videomonitoramento Eletrônico – nome que será dado ao programa que futuramente será municipalizado, enquanto o Olho Vivo é do Estado, diz trecho do PL. A sua viabilização é resultado de parceria com o governo do Estado, que investirá R$3.900.000 com a aquisição e instalação de equipamentos, enquanto a contrapartida anual do município com a manutenção será de R$1.375.669,08. A PMU tem buscado parcerias para o custeio junto a instituições bancárias e empresas que serão beneficiadas com o videomonitoramento 24 horas, através de 54 câmeras, mas quase sempre tem ouvido um não como resposta. Segundo o prefeito, “muito pouca gente se dispôs a ajudar” e, nessa relação, nenhum banco entre os procurados – a previsão é de que entre 10 e 15 agências bancárias sejam diretamente favorecidas pelo sistema. “Entendo o aperto de muitos, sobretudo de comerciantes, dos bancos não; porque são as instituições mais lucrativas no Brasil. Mas como disse a Polícia Civil, ninguém entende quando se arromba um caixa, porque aquilo não tem informação. É uma caixa-preta essa relação de bandido com a própria informação dos bancos, parece que eles não têm muito interesse nisso”, disse Paulo Piau em entrevista coletiva, após participar da sessão de ontem no Legislativo. Ainda conforme o prefeito, se for possível custear o sistema, será feito, do contrário, “a gente tem coragem de mandar para a Câmara a criação de uma taxa dessa natureza, aí vira obrigação. Podem entrar na Justiça, mas é nosso papel tentar viabilizar um projeto importante”, encerrou. O PL aprovado ontem também cria 54 cargos de operadores do sistema com remuneração de um salário mínimo, hoje de R$678, para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais.