POLÍTICA

Falha em projeto do Executivo municipal gera polêmica

Estímulos à empresa Liphos, que atuará no mercado com produtos sanitários domésticos e automotivos, foi motivo de muita discussão

Mára Santos
Publicado em 29/10/2009 às 09:46Atualizado em 17/12/2022 às 05:27
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Projeto de autoria do Executivo concedendo estímulos à empresa Liphos, que atuará no mercado com produtos sanitários domésticos e automotivos, foi motivo de muita discussão. Ao analisarem a proposta na sessão extraordinária realizada ontem, os vereadores perceberam que no documento faltava discriminação da área de 998,759m², permutada para instalação da empresa.

Mesmo informados que a área está localizada no Minidistrito do bairro Boa Vista, os vereadores Itamar Ribeiro de Rezende (DEM) e Tony Carlos (PMDB) questionaram a votação de um projeto pela metade. Para o vereador Tony Carlos, os parlamentares estavam votando “projeto de faz-de-conta”.

Diante das indagações dos parlamentares, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, João Franco, explicou que a assessoria jurídica da Prefeitura afirmou que o processo de concessão pode ser feito por etapas. Segundo o secretário, a falha do projeto referente à área não impediria a votação da proposta. Depois de muitos questionamentos, o vereador Carlos Alberto de Godoy sugeriu que o termo de regulamentação da área deve ser apresentado em 15 dias, o que foi transformado em redação final.

Presente à sessão, o representante da Liphos informou aos vereadores que a empresa investirá R$ 200 mil no município e há previsão de 20 empregos diretos e outros 25 indiretos. Ele adiantou ainda que para a permuta da área, avaliada em R$ 71 mil, a indústria entrará com uma contrapartida de R$ 35,5 mil, que deverão ser pagos em 36 parcelas de R$ 987, convertidos em produtos fabricados por eles. Outra informação do empresário é de que a mão-de-obra será toda contratada em Uberaba, termo que faz parte do projeto.

Ontem, os vereadores votaram apenas as concessões de isenção de IPTU por 10 anos e isenção de ISSQN sobre a implantação da empresa. Mesmo não concordando com as explicações da assessoria jurídica do município, os vereadores Itamar e Tony Carlos votaram favoráveis ao projeto, alegando que não queriam prejudicar o empresário.

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