POLÍCIA

Comerciante é assassinado a tiros ao cobrar dívida no Cidade Ozanan

Sobrinho da vítima também foi atingido por disparos feitos por entregador que estaria devendo R$15 mil ao empresário

Carlos Paiva
Publicado em 10/03/2017 às 07:18Atualizado em 16/12/2022 às 14:44
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Neto Talmeli 

Unidade do Samu esteve no local, mas somente foi possível atender o sobrinho do comerciante, que teve óbito atestado no local    A Polícia Militar (PM) registrou, na manhã de ontem, o assassinato do comerciante Marcelo Castejon, 58 anos, e a tentativa de homicídio contra o atendente C.F.G., 18, sobrinho do empresário. Eles teriam se dirigido até a rua Lazarina Cândida de Jesus, bairro Cidade Ozanan, para cobrar uma divida de R$15 mil do entregador Saulo Soares, 32.   Conforme o atendente, eles não tiveram nem mesmo a oportunidade de dialogar, pois o acusado já chegou ao portão do imóvel atirando. Depois do crime, o acusado fugiu em um VW Gol, cor prata, placas CTQ-6821. O delegado e um investigador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Família da Polícia Civil estiveram no local e saíram rapidamente à procura do entregador, na tentativa de prendê-lo ainda em flagrante.   Conforme apurado pela reportagem do Jornal da Manhã, por volta de 11h15, os policiais militares do 67º BPM foram acionados por testemunha informando sobre os disparos de arma de fogo contra dois homens estavam feridos. No local, os militares encontraram o comerciante desacordado e ferido na cabeça e o atendente com perfuração na coxa direita. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e, depois de exaustiva tentativa de reanimar o comerciante, foi declarado o óbito. Já o atendente foi socorrido pela mesma equipe do Samu e levado a hospital particular no bairro Abadia, onde foi submetido a cirurgia de urgência.   Segundo o atendente C.F.G., antes de dar entrada no hospital, ele e seu tio foram ali para cobrar uma dívida do acusado Saulo Soares, que perdura por muitos anos. Conta também que no momento em que seu tio bateu ao portão da casa, o acusado foi se aproximando e efetuando disparos em direção a ele e seu tio. Marcelo Castejon foi atingido na cabeça e ele, na coxa, altura do bolso da calça jeans que vestia.   No caso do atendente, o projétil foi desviado graças a um aparelho celular, caso contrário, teria acertado a veia femoral. Ele revelou também que, após os disparos, viu o autor fugindo no carro VW Gol e levando a arma de fogo utilizada nos crimes. O irmão do comerciante e pai do atendente esteve no local dos crimes e disse que Marcelo Castejon tinha negócios com o autor, emprestava dinheiro e faziam trocas de veículos.   O delegado Cyro Outeiro, um investigador e o perito criminal da Polícia Civil também estiveram presentes no local. O perito encontrou três perfurações na cabeça e uma no antebraço esquerdo do comerciante, e também foram localizadas em seus bolsos da calça seis munições intactas calibre-38 e certa quantia em dinheiro. Materiais estes recolhidos e encaminhados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Família.   Conforme o Reds, policiais militares procuraram por arma de fogo no carro das vítimas, mas nada foi encontrado. Também foi perguntado ao atendente se seu tio, ou mesmo ele, portava arma de fogo no momento dos fatos, o qual respondeu que não e ainda ressaltou que se deslocaram até lá apenas com intuito do recebimento da dívida. Os militares também realizaram buscas na residência do acusado. A mãe dele relatou que seu filho não entrou em casa após os crimes. A Polícia Civil pede para quem souber do paradeiro do entregador ou informações que possam levar ao acusado Saulo Soares, informar no 197 ou 190. Não é preciso se identificar.      

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