Uma empresa de transportes denunciou à Polícia Civil o suposto furto e a substituição de uma carga de fertilizante durante o transporte entre Rio Verde (GO) e Araxá (MG). A ocorrência foi registrada nesta segunda-feira (13), em Uberaba, após uma investigação interna identificar que o material entregue no destino era diferente do originalmente carregado.
Segundo o boletim de ocorrência, dois motoristas foram contratados para transportar fertilizante do tipo MAP granulado. A carga foi embarcada em uma empresa de Rio Verde, em Goiás, e tinha como destino uma companhia do setor de agronegócios em Araxá, no Alto Paranaíba.
De acordo com o registro policial, durante o trajeto os motoristas realizaram paradas prolongadas em Uberlândia e apresentaram versões diferentes para justificar o tempo de permanência no local. Ao chegar ao destino, uma análise técnica constatou que o produto descarregado não era fertilizante, mas calcário granulado.
Após a constatação, a transportadora iniciou um procedimento de rastreamento e apuração interna para identificar o que teria ocorrido com a carga durante o percurso.
Ainda conforme o boletim, um dos motoristas foi preso posteriormente pela Polícia Civil em Araguari durante outra ocorrência, na qual transportava uma carga de procedência suspeita pertencente a outra empresa. Durante o interrogatório relacionado a esse flagrante, ele teria admitido participação na apropriação da carga investigada neste caso.
Segundo o registro, o suspeito também afirmou que a ação teria sido previamente articulada entre motoristas e proprietários de veículos. A informação será investigada pela Polícia Civil, que apura a possível participação de outras pessoas no suposto esquema.
Durante as investigações, uma quantidade considerada significativa de fertilizantes foi localizada em um galpão em Araguari e apreendida pelas autoridades. O material permaneceu sob a responsabilidade de um depositário até a conclusão das perícias.
O boletim de ocorrência não informa a quantidade exata da carga, o valor do prejuízo nem confirma se todo o material apreendido pertence à empresa denunciante. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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