O ditador sírio se agarra ao poder com todas as unhas
O ditador sírio se agarra ao poder com todas as unhas e dentes disponíveis. Se as balas não dão conta contra os seus opositores, usa-se sarin, soman, tabun ou outro método qualquer que mate aos montes e a conta está dada. E por matar no atacado, expõe-se ao ataque dos defensores da liberdade e do respeito aos direitos humanos, afinal, matar com balas, bombas ou até lança chamas, pode; com gás, não. É isso?
Imagino, pois, que todo homem deva ser livre para trilhar os caminhos de sua própria vida, fazer suas escolhas e ter preservada a justiça da igualdade nas relações com os seus semelhantes.
Há muitas outras maneiras de matar. Há outras preciosidades mortais também. Tão vulnerável quanto à vida é a esperança, em todas as suas formas. Vivemos num país cujo povo é reconhecido em todo o mundo por sua alegria, pelo sorriso fácil e pela crença de que – apesar da magnitude dos problemas sociais do Brasil - tudo pode e vai melhorar.
A cada derrota nas grandes rodadas comerciais, fica para trás um pedaço dessa esperança. No intrincado jogo de xadrez das políticas comerciais do mundo os perdedores amargam todo o sofrimento imposto pelos gigantes vencedores. Não há riqueza sem pobreza. Se há alguns com muito, há muitos com pouco.
A espionagem americana é um atentado à igualdade e uma deplorável revelação da verdadeira vocação dos serviços de inteligência estadunidenses. Violam a intimidade de quem bem entendem para utilizarem as preciosas informações. O Brasil está sendo saqueado e tem que retaliar, tem que se impor e exigir até nas cortes internacionais retratação do governo americano e justa reparação exemplar de todos os prejuízos que essa sujeira nos trouxe. Enquanto o Brasil dava tapinhas nas costas americanas eles espiavam por debaixo da nossa saia.
Pensando bem, Bashar al- Assad e seus inimigos não são assim tão diferentes. Talvez passeiem pelo mesmo jardim. De mãos dadas.