ARTICULISTAS

Não, meu filho. Não pode!

O Mestre Raul já dizia, em música poética, que preferia ser metamorfose ambulante

Flavio Jackson Ferreira Santiago
Publicado em 16/02/2012 às 09:21Atualizado em 17/12/2022 às 08:26
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O Mestre Raul já dizia, em música poética, que preferia ser metamorfose ambulante. Exaltava não ter velha opinião formada sobre tudo. Velhos tempos, de música boa e interessante. Mas, voilá... O pensamento crítico em detrimento de termos filhos vazios. Boa, Raul! Obrigado! Não quero criar um filho para que seja um “replicante” e desprovido de culturas e experiências. Mas, soltá-los no mundo à própria sorte deles? NUNCA. O que estamos fazendo na atualidade nada tem a ver com o favorecimento da borboleta que deixa o casulo. Aqueles que são criados pelo mundo, via de regras, trazem situações traumáticas que podem até levá-los à submissão ao mundo das drogas, por exemplo. Ou, até mesmo, de vícios ou traumas que inviabilizem o seu convívio social. Regra? Não, graças a DEUS! Muita gente boa passa por isso tudo e se dá bem. Mas, para que, se temos condições de acompanhar nossos pequenos, deixamos de promulgar o NÃO na vida deles? Vejo algumas pessoas defendendo a bandeira da liberdade, no entanto, essa “liberdade” deve ser assistida. O nosso país discute temas como a famosa lei da “palmada”, querendo isentar nossas crianças de agressões. Entretanto, não discute valores morais essenciais. Vi um menino pegar o troco em quantia maior e o pai dizer para ele ficar quieto e curtir o ganho fácil. De que adianta não dar palmada, se a agressão moral está sendo muito maior? Discute-se a maior idade aos dezesseis anos, a liberdade sexual precoce, com pais que servem bebida alcoólica a seus filhos acreditando que são “parceiros”, mais que amigos. Coitados! Os puxões de orelhas e o não pontual, além do acompanhamento de todas as atividades, refletem o verdadeiro amor. Verdade! Não conheço quem teve uma educação rígida e cobranças de moralidade reclamar de seus próprios destinos. Mas, a recíproca não é verdadeira. Infelizmente, muitos jovens estão dando com os “burros n’água”. Por quê? Por negligência no aperto de porcas e parafusos na adolescência. Quem ama educa! Enfatiza o Mestre Içami Tima. Vou além, se me permitem o acréscimo ao nobre escritor, quem ama educa e não teme dizer NÃO! Diga não aos filhos para que eles digam sim à moralidade e à vida.

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