ARTICULISTAS

Ignorância inconsciente, além do “faz de conta”, um dos principais entreves do desenvolvimento

Quer arranjar uma briga? Chama o outro de ignorante. Mas, feliz ou infelizmente, não sabemos tudo...

José Humberto da Cunha
Publicado em 13/02/2012 às 09:44Atualizado em 17/12/2022 às 08:20
Compartilhar

Quer arranjar uma briga? Chama o outro de ignorante. Mas, feliz ou infelizmente, não sabemos tudo. Ou melhor, somos ignorantes em várias coisas. Para amenizar essa desconfortável situação, esclarecemos

que antes de mais nada, é necessário fazermos o percurso do “Caminho

da Ignorância até o Conhecimento”, em quatro estágios, a saber:

Primeiro Estági coincidentemente ou não, é das bases de nosso tema.

O estágio da “ignorância inconsciente” acontece no momento em que “desconhecemos que não conhecemos”.

Exempl neste estágio, uma criança desconhece a utilidade de suas pernas. Jamais pensa o quanto elas valem. Ou melhor, quanto lhes valerá, um dia, para sustentar seu corpo pelo resto da vida. Outro exempl uma pessoa que não pensa possuir um carro, obviamente não vai se interessar pela arte de dirigir e, assim, por diante...

No segundo estágio, passamos para a “ignorância consciente”: É o momento em que ao tomamos conhecimento de algo e sentimos a necessidade de possuí-lo. É o momento em que a criança leva várias quedas até se firmar. Ou o indivíduo, ao decidir dirigir um carro, entra na autoescola e daí percebe que muito tem de aprender.

Vamos para o terceiro estágio, denominado conhecimento consciente, que é quando tomamos a consciência de que já aprendemos ou já sabemos o que, anteriormente, necessitávamos.

Deste, passamos para o conhecimento inconsciente, que é o quarto e último estágio, num piscar d´olhos. É o momento em que automatizamos nosso conhecimento. Ou seja, é quando o praticamos, até mesmo, sem perceber. Finalizando com o mesmo exemplo, é quando a criança que, já andando normalmente, levanta de seu assento e caminha sem se importar com as pernas ou, até mesmo, lembra que as tem. O mesmo acontece com aquele indivíduo que entra em seu carro, dá partida e sai, imediatamente, sem se preocupar com cada detalhe dessa ação.

Bem, e para que serve esse percurso? Para afirmarmos que a maioria dos proprietários de empresas, neste País, ainda repousa (para não dizer dorme) no eterno sono de nosso primeiro estágio.

E o “por que” permanecem nesta situação caótica? porque aí nos deparamos com a turma do “faz de conta” que, tendo o dever de

defenderem os interesses de sua classe (associados ou contribuintes), tornam-se oportunistas de primeira linha e, quando não se candidatam à cargos eletivos ou se empoleiram em cargos conchavados e se esquecem do seu dever representativo daqueles que o elegeram. E o que é pior, chegam até a obstacularizar, em nome de uma “Gestão Eficaz” (pra eles), o acesso a novos conhecimentos que, se repassados à eles, propulsionariam o desenvolvimento.        

Mas, tudo isto, não passa de uma “situação conveniente”, provocada para mantê-los onde estão. Aproveitam, também, da ignorância inconsciente de seus pares que, como águia criada em cativeiro, desconhecem seu poder de alçar voos mais altos e promover mudanças definitivas.

Economista e Especialista em Competitividade Empresarial, cunhajh@terra.com.br 

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por