O presidente do STF afirmou que o prazo para o pedido já foi esgotado; senadores apontam relação de Nunes Marques com Ciro Nogueira como impeditivo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin rejeitou um pedido de quatro senadores que queriam a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques em um mandado de segurança sobre a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. A decisão foi assinada na quarta-feira (3/6), mas veio a público nesta sexta-feira (5/6).
O pedido de suspeição foi protocolado em março e assinado pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM). Eles defendem que houve omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por evitar a leitura do requerimento de criação da CPI apresentado em novembro de 2025.
Sobre Nunes Marques, os parlamentares apontaram que o ministro tem relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que é um dos investigados no caso Master, o que poderia comprometer qualquer decisão.
Ao recusar o pedido, Fachin alegou que o prazo para recorrer da escolha do relator já foi esgotado. “É incontroverso que os autos da MS nº 40.823 foram distribuídos por sorteio em 26 de março de 2026. Nada obstante, esta arguição de suspeição somente foi ajuizada nesta Suprema Corte em 12 de maio de 2026. Portanto, extrapolou em mais de um mês o término do prazo regimental para deduzir a pretensão, configurado em 31 de março de 2026”, alegou Fachin.
Na terça-feira (2/6), Alcolumbre rebateu a pressão que sofre para abrir uma apuração parlamentar sobre o caso Master no Congresso Nacional. O presidente do Senado declarou que "querem mais uma CPI para fazer palanque eleitoral", afirmou. "Não é para passar o Brasil a limpo. É para fazer campanha", continuou.
Fonte: O Tempo.