O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) já causou 600 mortes, segundo o balanço mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado com base em dados das autoridades locais.
Desde o início da atual epidemia, foram registrados 1.759 casos confirmados da doença no país. Em Uganda, o número permanece em 20 casos confirmados e duas mortes.
Transmitido pelo contato com fluidos corporais, o vírus provoca uma febre hemorrágica grave e já matou mais de 15 mil pessoas na África ao longo dos últimos 50 anos.
O principal foco da epidemia está na província de Ituri, no nordeste da RDC, região que faz fronteira com Uganda e Sudão do Sul. O vírus também já foi identificado nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, áreas afetadas por conflitos armados que dificultam o combate à doença.
Segundo a representante da OMS na RDC, Anne Ancia, os centros de tratamento operam com cerca de 90% da capacidade, enquanto a insegurança, o deslocamento de moradores e a fragilidade do sistema de saúde dificultam o controle da epidemia.
A atual epidemia, declarada oficialmente em 15 de maio, é causada pela variante Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina nem tratamento específico. A OMS informou que ensaios clínicos com novos medicamentos foram iniciados em junho e que um teste molecular para diagnóstico rápido já recebeu autorização para uso emergencial.