Shopee, Shein, TikTok Shop e outras empresas ampliaram participação no comércio eletrônico brasileiro ao longo de 2025
As plataformas asiáticas de comércio eletrônico seguem conquistando espaço no mercado brasileiro. Dados de uma pesquisa das empresas de inteligência de mercado EY e Klavi apontam que os brasileiros movimentaram cerca de R$ 130 bilhões em compras em sites como Shopee, Shein, AliExpress, Temu e TikTok Shop ao longo de 2025. O valor representa uma média diária de aproximadamente R$ 356 milhões.
Segundo o levantamento, a participação dessas empresas no mercado nacional de ecommerce aumentou de 32% para 41,5% entre o primeiro e o último trimestre do ano passado. No mesmo período, empresas tradicionais do setor, como Amazon, Americanas, Casas Bahia, Magazine Luiza e Mercado Livre, perderam espaço.
Mesmo com a chamada “taxa das blusinhas”, que elevou os custos de importação e impactou as compras internacionais, as plataformas asiáticas mantiveram crescimento no país. Com a retirada da taxa pelo governo federal em maio deste ano, a expectativa do mercado é de que essas empresas ampliem ainda mais a presença entre os consumidores brasileiros.
Além dos preços baixos, outro fator que ajudou no avanço dessas plataformas foi a melhora na logística e nos prazos de entrega. Nos primeiros anos de operação no Brasil, muitos consumidores demonstravam receio sobre atrasos, taxações e até o recebimento dos produtos. Com o tempo, as empresas passaram a investir em centros de distribuição, mercadorias nacionais e maior agilidade nas entregas.
Os produtos vendidos nesses aplicativos costumam ter tíquete médio menor do que os comercializados em plataformas tradicionais. Enquanto nas empresas asiáticas a média de gasto por compra gira em torno de R$ 84, nos marketplaces mais consolidados o valor médio ultrapassa R$ 200.
O crescimento também acompanha mudanças no perfil de consumo. A facilidade de acesso aos aplicativos, promoções constantes, cupons de desconto e compras de baixo valor acabam incentivando compras mais frequentes, principalmente entre consumidores mais jovens.
Especialistas alertam, porém, que a repetição de pequenos gastos pode acabar pesando no orçamento ao longo do tempo. A facilidade de compra e os estímulos constantes de ofertas e promoções podem levar consumidores a perder o controle das despesas mensais sem perceber.
Apesar da expansão das plataformas asiáticas, o mercado brasileiro de comércio eletrônico segue competitivo, com empresas tradicionais buscando estratégias para enfrentar a nova concorrência e atrair consumidores.