ESPORTE

Técnico Pedro Medina garante empenho e seriedade na estreia

No dia em que o Naça faz seu primeiro jogo na Terceirona, o treinador conversou com o Jornal da Manhã e mostrou seus objetivos

Tulio Micheli
Publicado em 25/08/2013 às 17:45Atualizado em 19/12/2022 às 11:25
Compartilhar

Faltam poucas horas para o Nacional entrar em campo para a partida de estreia do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão – a popular Terceirona. O Elefante encara o Jacutinga, logo mais, a partir das 15h30, no estádio Coronel Elias Cabral, com transmissão ao vivo pela Rádio JM – AM 730 kHz. Na tarde de ontem, antes de viajar para Santa Rita do Sapucaí, cidade que abrigará o confronto, o técnico Pedro Henrique Medina conversou com o Jornal da Manhã e detalhou esquema tático, opções de elenco, possibilidade de reforços e convivência do grupo. Conheça então um pouco mais sobre o treinador e suas metas com o Expressinho da Rodovia.

Jornal da Manhã – Mesmo sabendo que o Jacutinga é um time desconhecido, qual a sua expectativa para o Campeonato Mineiro que se inicia hoje para o Nacional?

Pedro Medina – As informações que temos do nosso adversário são pouquíssimas e muitas ainda são contraditórias, mas vamos colocar em prática o que treinamos durante toda a pré-temporada. Caso seja necessário fazer alguma alteração durante a partida estamos prontos. Fizemos algumas variações nas últimas semanas para não sermos surpreendidos e a expectativa é a melhor possível. Temos um bom elenco, estamos confiantes e vamos buscar esses pontos. 

Jornal da Manhã – A equipe que entra em campo neste domingo já está formada na sua cabeça, mas será que já podemos divulgar para os torcedores do Naça antes do jogo de logo mais?

Pedro Medina – O time já está pronto desde o início da semana e venho trabalhando pesado com eles. Claro que existiam algumas dúvidas, mas os treinamentos desta última semana foram os melhores desde o início dos trabalhos e me deram condição de formatar a melhor equipe. Sei que muitos que estarão no banco também merecem uma oportunidade, mas agora é hora de sair jogando com a equipe que apresentou melhores resultados nos treinamentos.

Jornal da Manhã – Mas vamos ou não divulgar essa equipe que entra jogando logo mais contra o Jacutinga?

Pedro Medina – (risos) Vocês sabem bem como o time sairá jogando, mas como não desistem e ficam insistindo, vamos lá. O Nacional sairá jogando com o Glaysson no gol, Pelezinho na lateral-direita, a dupla de zaga será formada com Gilvan e Alex, e a lateral-esquerda é de responsabilidade do garoto Hudson. Nosso meio campo será formado com Balduino, Paulinho Jaú, Jonathan Andrade e Michel Cury. Na frente, vamos contar com o Chitão e o Laerte. Pronto, acabou o mistério... (risos)

Jornal da Manhã – Por que a opção foi o Jonathan Andrade?

Pedro Medina - Optei pelo Jonathan Andrade porque tive que puxar o time um pouco mais para a direita, devido a ausência do Fabiano. Com isso, a minha intenção é liberar bastante o Pelezinho e segurar o Hudson um pouco mais para a marcação dos adversários. Eu precisava de uma referência para o Pelezinho na direita, e neste formato a melhor opção é contar com o Jonathan que vem mostrando muita vontade nos últimos treinos. Mas nada me impede de mudar esta opção durante o jogo. 

Jornal da Manhã - Durante toda a temporada o Nacional sofreu com uma grande dificuldade de construir este elenco para o Campeonato Mineiro. Ainda existem posições carentes de atletas? É preciso contratar ou temos um time competitivo?

Pedro Medina – Acredito que para o time titular não temos tanta carência assim. O time está bem, mas não posso mentir que com a contusão do Fabiano está tudo certo. Confio muito no garoto Hudson, mas a experiência do Fabiano faria uma grande diferença. Além disso, é sabido que todo time precisa de pelo menos dois jogadores para cada posição, e com a ausência do Fabiano, com certeza teremos que buscar outro lateral-esquerdo. Outro problema que tenho é no ataque. Temos apenas três atletas para a posição, mas a diretoria está se mexendo para buscar outro nome para vir somar com o restante do elenco. 

Jornal da Manhã – O lateral-esquerdo Fabiano sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo e, com muito otimismo e recuperação milagrosa, o Nacional poderá contar com seu futebol somente na segunda fase. É um problema que afeta diretamente a desenvoltura da equipe dentro de campo?

Pedro Medina – Eu tinha planejado um esquema em que os dois laterais apoiariam bastante os homens de frente, e com o Hudson tive que mudar toda estratégia. É claro que o Fabiano vai fazer falta. Ele faz falta em qualquer equipe que atua, mas agora é hora de unir esforços para sua recuperação ser breve e estamos torcendo para ele vestir a camisa do Nacional. Sei que ele precisou de um procedimento cirúrgico, mas são coisas do futebol. Infelizmente esse problema bateu na porta do Nacional.

Jornal da Manhã – Você já pensou em improvisar alguém naquele setor?

Pedro Medina – Há uma semana já venho trabalhando o garoto Brayan na lateral-esquerda. Mesmo sendo um volante de ofício, ele vem desempenhando um bom papel. Claro que ainda é preciso mais ritmo, mais treinamento, mais experiência, mas estou gostando do que vi até aqui.

Jornal da Manhã – Por ser canhoto, o zagueiro Felipe Nogueira também pode se tornar uma opção para a posição?

Pedro Medina – Sem dúvida alguma! (risos) Você é danado mesmo. Embora eu saiba que a posição de origem do Felipe é a zaga, não descarto que em alguma eventualidade ele possa ajudar o Nacional na posição. A princípio ainda vou relutar, pois prefiro Felipe na zaga, mas se em uma emergência precisarmos dele, tenho certeza que será um cara que defenderá com garra e determinação a posição.

Jornal da Manhã – Criticado por uns e elogiado por outros. Assim é o atacante Laerte, homem de referência do Nacional dentro da área. Você confia no futebol dele e acredita que Laerte é o nome para superar as expectativas do torcedor alvinegro?

Pedro Medina – (risos) Lá vem você puxar minha língua sobre o Laerte. Cara, como todo atacante, o Laerte precisa fazer gols. Sei que ele não fez muitos gols nos treinamentos, mas seu potencial é enorme. Ele é forte na bola aérea, tem boa velocidade. Sabemos que ele peca bastante em alguns momentos e tem problemas de finalização, e por isso estamos treinando todos os dias estas deficiências.

Jornal da Manhã – No ano passado um outro membro da família Medina comandava o Nacional. Seu irmão, Luiz Alberto Medina era o treinador e, após decisão da diretoria, foi demitido na segunda rodada da competição. Você tem algum receio que isso possa acontecer com você?

Pedro Medina – Nenhum! Absolutamente, nenhum! O compromisso que fiz com o Nacional vem sendo cumprido. Estou dando o meu melhor para este time. Sei que sou novo no ofício e dentro das minhas limitações surgem várias críticas, mas sei absorver. Já trabalhei durante seis anos como treinador de futsal na Europa, conheço sobre gestão de grupo, mas reconheço que me falta experiência no futebol de campo. Estou agarrando esta oportunidade com unhas e dentes, mas sei que futebol é sinônimo de resultado. Se por ventura eu não conseguir desenvolver um padrão tático e as vitórias não aparecerem será normal a troca do treinador. Embora não creio ser o melhor caminho, é o mais utilizado pelas agremiações.

Jornal da Manhã – E se em algum momento do torneio perceber que não tem mais nada a oferecer para a equipe do Naça você pediria demissão?

Pedro Medina – Meu Deus! (risos) Cara, eu acredito que precisamos valorizar aquilo que é da gente, da nossa terra. Tem treinador que chega a determinada equipe e não sabe nem se ela joga de azul, branco ou amarelo. Quero fazer e estou fazendo um trabalho diferente no Nacional. Eu preciso fazer por merecer esta chance que estão me dando e não quero decepcionar. Volto a dizer que futebol é resultado e não acredito que chegaremos neste ponto. Seremos um time de vencedores.

Jornal da Manhã – Você fala muito em primeira oportunidade e uma possível inexperiência no futebol de campo. Por conta disso já houve um puxão de orelha do irmão Luiz Alberto Medina? Ele já deu algum “pitaco” durante o bate-papo familiar?

Pedro Medina – Minha orelha tá até queimando... (risos). É brincadeira! Meu irmão é um cara sensacional. Você sabe que no futebol até o cachorro que serve de guarda no CT tem direito de dar “pitacos”. Todo mundo acha que entende e pode sugerir. Uma das minhas qualidades é saber ouvir todo mundo e fazer disso um filtro. Pego aquilo que interessa e aplico. O que não interessa sai pelo outro ouvido e fica tudo certo no fim das contas. Mas preciso dizer que os conselhos do meu irmão são sempre positivos e eu o escuto bastante. 

Jornal da Manhã – Como é a sua relação com a comissão técnica do Naça. Já apareceram divergências entre os profissionais ou tudo é um mar de rosas?

Pedro Medina – A nossa relação é mais que excelente. Trabalho com o Lúcio Vaz, que está há mais de 30 anos de Nacional e é um apaixonado por essa equipe. Tenho o Rodrigo Popão que é um auxiliar que me respeita e me ajuda muito. João Paulo é impecável. O Rui dispensa comentários diante da sua eficiência. O Ricardinho e o Gaspar são peças fundamentais. O próprio Éder, que chegou recentemente, já está totalmente alinhado com o nosso grupo. A minha relação com todos eles é maravilhosa.

Jornal da Manhã – E a relação com a diretoria, com a Avante Naça e os torcedores? É também uma relação que reina a paz?

Pedro Medina – Com certeza! Temos uma relação excelente com todos eles. Diretores, associados da Avante Naça e nossos queridos torcedores. Quero inclusive valorizar as ações da nossa associação querida que está dando um suporte incrível. Eles não só conseguiram colocar o time no campeonato como também jogaram o nome do Nacional para o alto. Sou muito grato a todos e quero dizer que estamos juntos nesse barco. Vamos remar sempre em frente e chegaremos ao nosso objetivo. 

Jornal da Manhã - Como está o coração para o jogo da estreia?

Pedro Medina – Ah, está mais que tranquilo. Já sou vacinado e são muitos anos de estrada. Apesar de ser novo no futebol de campo, já vivi isso outras vezes. Claro que o frio na barriga vai aparecer, mas vou manter a serenidade para fazer um bom papel.

Jornal da Manhã – Dá para arriscar um placar para o jogo contra o Jacutinga?

Pedro Medina – (risos) Eu falo o meu palpite se você falar o seu primeiro lá no seu programa. Brincadeira! Acho que 1x0 para nós já está mais que perfeito. O importante é conseguir os três pontos, mas se não der certo e voltarmos com um empate na mala também não será um resultado ruim. Vamos jogar para vencer e é isso que importa.

Jornal da Manhã – Um último recado para o torcedor antes da estreia?

Pedro Medina – Torcedor, nos dê esse voto de confiança! Temos um grupo jovem que precisa amadurecer e todos eles contam com a sua colaboração. Talvez este nosso trabalho ainda demore a render bons frutos, mas estamos confiantes que tudo dará certo. Estamos juntos. Vamos juntos, porque empenho e seriedade não faltam. Os resultados vão aparecer.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por