A Portuguesa não deixará de prestar uma homenagem para Djalma Santos, segundo jogador com mais partidas disputadas na história do clube. O ex-lateral-direito atuou 434 vezes pela Lusa, que agora prepara uma camisa diferente para o duelo com o Atlético-PR, neste sábado, no Canindé. O fato curioso é que o ato acontecerá logo contra a equipe que ele encerrou a carreira. O ídolo atuou pelo Furacão logo após deixar a Lusa (de 1968 a 1972). Além dos dois clubes, o lateral também fez história no Palmeiras. Em sua carreira ele só defendeu estas três camisas. A ideia inicial é usar um uniforme retrô com uma fita azul em cima do escudo. O detalhe é em alusão ao título honorário da Fita Azul, concedido às equipes brasileiras que retornavam invictas de excursões no exterior. Com Djalma na delegação, a Portuguesa fez duas viagens, em 1951 e 1953, e não perdeu nenhum jogo. As informações foram divulgadas pelo site Lancenet. São Paulo. O São Paulo Futebol Clube também homenageou Djalma Santos em seu site oficial. Apesar de ter defendido apenas três clubes na carreira (Portuguesa, Palmeiras e Atlético-PR), Djalma Santos vestiu a camisa tricolor. No dia 9 de novembro de 1960, o ex-atleta jogou como convidado nos festejos da inauguração do Morumbi, uma semana após a construção, na vitória sobre o Nacional-URU, por 3x0, com gols de Canhoteiro e Gino (2). O lateral-direito havia sido convidado com Almir Pernambuquinho e Julinho Botelho para fazer parte do time e essa foi a forma encontrada para apresentar o recém-construído Morumbi aos torcedores dos outros clubes da capital paulista. Pelé também havia sido convidado, mas não pode jogar. Palmeiras. A importância de Djalma pode ser vista pelos seus números e pela repercussão de sua morte nas redes sociais. É o oitavo jogador que mais atuou pelo Alviverde, com 501 jogos. Também é o quinto atleta que mais vezes representou a Seleção Brasileira. E seus pés estão na calçada da fama do Maracanã desde 2010. Ex-companheiros de Palmeiras sentiram muito a morte do craque. “Ele era uma pessoa humilde e simples, mas dentro de campo mostrava uma força interior muito grande”, frisou o ex-volante Dudu. “Era um grande amigo. Tinha um caráter muito bom, ajudava todo mundo. Pelo nome que ele tinha no futebol, era uma pessoa muito simples, gostava de passar experiência aos mais jovens”, destacou o ex-goleiro Valdir Joaquim de Morais. Outro que também ressaltou a personalidade do lateral foi o ex-meia Ademir da Guia. “Uma pessoa sensacional, um dos grandes laterais-direitos da história do futebol. Foi um vencedor. Uma pessoa alegre, brincalhona, contava muitas piadas, deu uma força muito grande para a gente”, lembrou. Os fãs do eterno camisa 2 não se restringem ao mundo do futebol. Citando o jornalista Nelson Rodrigues, o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo José Serra elogiou o ídol “Djalma Santos põe, no seu arremesso lateral, toda a paixão de um Cristo Negro”. Médico e cientista brasileiro de renome internacional, o palestrino Miguel Nicolelis postou uma foto sua com o lateral: “Momento inesquecível! Apertando a mão de um herói brasileiro. Djalma Santos campeão da vida”.