
MME participa de lançamento de planta de biometano, em Uberaba. Contrato assinado entre Gasmig e Geomit prevê investimento de R$1 bilhão em infraestrutura para distribuir o combustível renovável produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar (Foto/Divulgação/ Luiz Ciabotti Neto)
Uberaba. O Ministério de Minas e Energia (MME) participou de agenda em Uberaba voltada ao fortalecimento da cadeia de biocombustíveis e da infraestrutura de gás no estado. Representando o ministro Alexandre Silveira, o diretor de programa da Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Marlon Arraes, apresentou os avanços promovidos pela Lei do Combustível do Futuro e destacou o potencial da região para impulsionar novos investimentos em combustíveis renováveis, contribuindo para a segurança energética e a descarbonização do país.
Triângulo. O Triângulo Mineiro é um dos principais exemplos desse potencial. A região concentra importantes empreendimentos de etanol e biometano e segue atraindo novos investimentos para ampliar sua capacidade produtiva. Em Uberaba, duas usinas autorizadas somam capacidade de produção de até 3 mil metros cúbicos por dia de etanol hidratado e 1,8 mil m³ por dia de etanol anidro.
Biometano. O município também contará com uma nova planta de biometano, com capacidade de produção de 51.781 Nm³ por dia e previsão de conclusão em 2027, além de negociações para implantação de uma usina de biodiesel.
Produção. Os números do estado reforçam a importância de Minas Gerais para a política nacional de biocombustíveis. Até agosto de 2025, a produção mineira alcançou 1,14 bilhão de litros de etanol hidratado, 1,33 bilhão de litros de etanol anidro, 85,2 milhões de litros de biodiesel e 104.879 Nm³ de biometano.
Usinas. Minas Gerais também possui 35 usinas de etanol autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de projetos de expansão em andamento, consolidando sua posição estratégica na implementação da Lei do Combustível do Futuro e na ampliação da oferta de combustíveis renováveis no Brasil.
Cheio de gás. O MME também participou do evento “Cheio de Gás”, promovido pelo Brazil Journal, em São Paulo. Durante a abertura, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, que representou o ministro Alexandre Silveira, apresentou os avanços das políticas públicas voltadas à ampliação da oferta, ao aumento da concorrência e à redução dos custos do gás natural para a indústria e os consumidores brasileiros, ancoradas sobre o Programa Gás para Empregar, criado em 2023 sob a chancela do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Mercado. Durante o debate, Dutra destacou que o mercado de gás natural vive uma nova fase no país, impulsionada pelas ações do governo do Brasil no âmbito do Programa Gás para Empregar.
Avanços. Entre os principais avanços, ressaltou a modernização do marco regulatório, o fortalecimento da atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o aumento da oferta de gás da União e a ampliação da concorrência no setor. As discussões do evento abordaram temas como segurança energética, desafios regulatórios, expansão da infraestrutura e o papel do biometano na transição energética.
Desenvolvimento. Em sua participação, o secretário destacou que o desenvolvimento do mercado de gás é estratégico para aumentar a competitividade da economia brasileira e impulsionar a reindustrialização do país.
Integração. Dutra também ressaltou as iniciativas voltadas à integração energética regional e ao aproveitamento do potencial do biometano, além dos novos projetos de infraestrutura previstos para os próximos anos. Segundo ele, o gás natural tem papel fundamental na segurança energética e na transição para uma economia de baixo carbono, contribuindo para a geração de empregos, a competitividade da indústria e a expansão de novos mercados.