Trabalhadoras voltam a pedir socorro pela falta de transparência nos atrasos de pagamentos, que têm colocado muitas em dificuldade para honrar compromissos
Pela segunda vez em dois meses, funcionárias responsáveis pela merenda escolar em escolas da rede municipal de Uberaba procuraram a reportagem do Jornal da Manhã para denunciar atraso no pagamento dos salários. Segundo os relatos recebidos nesta terça-feira (9), diversas trabalhadoras ligadas à empresa terceirizada Soluções, responsável pelo serviço de alimentação escolar no município, afirmam que os vencimentos ainda não foram depositados.
As denúncias apontam que este seria o terceiro episódio de atraso salarial registrado ao longo deste ano. As trabalhadoras relatam que a situação tem gerado insegurança financeira e dificuldades para arcar com despesas básicas, como aluguel, alimentação e contas domésticas.
Em mensagens encaminhadas ao Jornal da Manhã, as funcionárias afirmam que se sentem desamparadas diante da falta de informações sobre quando os pagamentos serão regularizados. “Dependemos desse dinheiro para suprir as necessidades das nossas famílias. A maioria de nós tem filhos e muitas moram de aluguel. Quando procuramos informações, não temos respostas”, relatou uma das trabalhadoras, que pediu para não ser identificada.
Outra merendeira destacou que, apesar da insatisfação, as profissionais continuam desempenhando suas funções por compreenderem a importância do serviço prestado aos estudantes. “A gente poderia ter ido embora porque não recebemos, mas não fomos por conta das crianças que estão aqui na escola. Continuamos trabalhando porque sabemos da nossa responsabilidade”, afirmou.
As trabalhadoras também ressaltam que enfrentam diariamente condições adversas para cumprir a rotina de trabalho e pedem mais valorização da categoria. Segundo elas, o atraso recorrente dos salários tem provocado preocupação e transtornos, especialmente entre as famílias que dependem exclusivamente da remuneração para manter o orçamento doméstico.
No mês passado, o .Na ocasião, funcionárias relataram que os salários foram depositados apenas no dia 15, após dias de incerteza e cobranças.
A reportagem procurou novamente a empresa Soluções, cuja sede fica em Guarulhos (SP), para solicitar esclarecimentos sobre os novos relatos de atraso salarial e questionar a previsão para regularização dos pagamentos. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa.