
Plano municipal vai monitorar aprendizagem e orientar ações de recuperação nos anos finais do ensino fundamenta (Foto/Reprodução)
A transição do ensino fundamental para o ensino médio é apontada pela Secretaria Municipal de Educação como um dos momentos mais delicados para a permanência dos estudantes na escola em Uberaba. Segundo a pasta, parte dos adolescentes perde o vínculo com a educação nessa etapa, o que tem levado a rede a acompanhar com maior atenção os anos finais do ensino fundamental.
Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, a secretária municipal de Educação, Juliana Petek, afirmou que a Secretaria passou a observar com mais atenção o comportamento dos estudantes nessa fase da trajetória escolar.
Segundo ela, os desafios aparecem em diferentes momentos de mudança, como na saída da educação infantil para o ensino fundamental, na passagem do 5º para o 6º ano e, principalmente, na conclusão do 9º ano. “Agora nós chegamos na adolescência. Quando nós olhamos para os nossos números, o quanto a gente tem tido de evasão dos alunos que estão saindo do ensino fundamental 2, do nono ano, para o ensino médio, o índice de evasão é muito grande”, informa.
Juliana explicou que a Secretaria busca compreender os fatores que contribuem para o afastamento dos estudantes. “Quando a gente tem uma transição da educação infantil para o ensino fundamental 1, as crianças já têm um desencantamento. Na educação infantil, ele está lá brincando, com liberdade, com intencionalidade pedagógica. Quando ele sai do quinto para o sexto ano, tem uma mudança também, porque agora eles estão com os maiores”, disse.
Para a secretária, a adolescência exige novas estratégias de aproximação com a escola. “O que tem acontecido com as adolescências? A perda desse interesse com relação à própria educação. A política nesse momento é recuperar esse aluno e trazer um escudo de resiliência para os próximos anos”, afirma.
O tema será acompanhado pelo Plano Municipal de Monitoramento e Avaliação da Aprendizagem (PMAA), criado pela Prefeitura neste ano. A política prevê avaliações periódicas dos estudantes para identificar dificuldades e orientar ações pedagógicas.
O secretário adjunto de Educação, Alexanndre Lennon, afirmou que os dados obtidos serão utilizados para entender quais habilidades precisam ser trabalhadas e quais medidas devem ser adotadas pela rede. “Nós estamos monitorando os resultados de aprendizagem e avaliando esses resultados, não no sentido de avaliar o aluno, mas no sentido de entender se o resultado era o que nós esperávamos e, se não chegou, por quê”, explica.
Segundo a Secretaria, o objetivo é utilizar essas informações para orientar ações de recuperação e acompanhamento dos estudantes ao longo da trajetória escolar.