Falta de alguns produtos no mercado gerou alta significativa nos preços dos hortifrútis comercializados na Ceasa de Uberaba. A elevação em agosto chegou a 125%, no caso do limão-taiti, comercializado atualmente a R$ 2,05, o quilo. Segundo Luís Fernando Macedo de Santana, diretor do departamento de Gestão do Agronegócio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as variações foram percebidas no período entre o primeiro balanço de vendas, realizado no dia 3, e o último, em 31 de agosto. Luís Fernando informa que outro produto com aumento considerável foi o mamão-havaí. “Como não tem produção desta fruta em Minas Gerais, é preciso trazê-lo de outros estados. Essa operação encarece o produto. Em agosto, ele ficou 78% mais caro”. Ainda de acordo com o diretor de gestão, a vagem, o tomate e a tangerina também seguiram esta tendência de forte alta e tiveram seus preços reajustados em 16%, 18% e 59%, respectivamente. O quilo da tangerina custa, neste momento, R$ 1,82, e o do tomate R$ 1,88. Já o quilo da vagem é vendido por R$ 2,69. “O abacate e o quiabo também ficaram mais caros, mas estas oscilações não foram tão altas”, revela. “Estamos em uma época do ano em que começam a faltar produtos como estes e, por isso, este aumento já era esperado. Afinal, este é um dos fatores decisivos para a definição dos preços”, completa. Enquanto isso, a maioria das folhosas apresentou queda de preços devido à forte concorrência entre os produtores travada no mercado uberabense, segundo Luís Fernando. Mas a alface foi exceção. “Ela subiu 14%, com sua dezena passando de R$ 7,00 para R$ 8,00. Essa situação foi surpreendente e motivada principalmente pela grande procura por parte dos consumidores”, explica. “A demanda também influencia os preços praticados no mercado”, completa.