Unidades seguem acima da capacidade, pressionadas por doenças respiratórias, dengue e gastroenterites
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Uberaba seguem operando acima da capacidade e chegaram a 110% de taxa de ocupação, segundo dados da Sociedade Educacional Uberabense (SEU), responsável pela gestão das unidades. O cenário ocorre em meio ao aumento contínuo da demanda por atendimentos e à alta de casos de doenças respiratórias, dengue e gastroenterites.
O levantamento aponta que o volume de atendimentos nas duas unidades passou de cerca de 13 mil a 14 mil registros mensais para aproximadamente 20 mil, considerando as UPAs Mirante e São Benedito.
Segundo o diretor administrativo hospitalar da SEU, Frederico Ramos, o aumento da procura pelos serviços de urgência e emergência é contínuo e tem impactado diretamente a estrutura das unidades. “De dois anos para cá, o volume de atendimento geral das UPAs aumentou. Quando nós assumimos as UPAs, quase três anos atrás, nós tínhamos o somatório do atendimento das duas unidades era 13 mil, 14 mil atendimentos, em média, por mês. Hoje nós estamos chegando a quase 20 mil”, afirma.
O crescimento, segundo ele, exige revisão no planejamento operacional e na pactuação com o município. “Desde o final do ano passado, nós estamos numa discussão de um plano de trabalho junto com o município, demonstrando a necessidade de readequação, inclusive de equipe”, disse.
Frederico destaca que a estrutura atual já não acompanha o ritmo de crescimento da demanda. “As equipes vão ficando sobrecarregadas também, porque você tinha uma equipe dimensionada por um número de atendimento, hoje o número aumenta”, explica.
O diretor afirma ainda que as tratativas vêm sendo conduzidas em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde. “Então nós estamos trabalhando isso em conjunto com a Secretaria de Saúde. A Secretaria é muito próxima da gente”, completa.
Além do aumento no volume de atendimentos, as UPAs também enfrentam pressão estrutural, com taxa de ocupação que chegou a 110%. O cenário é agravado pela permanência média de pacientes nas unidades por cerca de dois dias e meio, o que amplia a sobrecarga sobre leitos e equipes.