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BBB - Bebida, Brasa e Batucada

Impressionante o imbróglio vivido em programa de renomada Rede de TV

Flavio Jackson Ferreira Santiago
Publicado em 19/01/2012 às 19:12Atualizado em 17/12/2022 às 07:53
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Impressionante o imbróglio vivido em programa de renomada Rede de TV. O que vimos no reality show denominado BBB, há poucos dias, foi um verdadeiro absurdo. E o pior, com milhões de telespectadores plugados no programa, o que, particularmente, acho um desperdício.

Enfim, cenas que o público lastimou, o que nos deixa muito feliz, pois a indignação é o primeiro passo para a mudança, e a indignação efetivou a exclusão de um dos participantes do programa. Não vou entrar no mérito se houve estupro, se a relação foi consensual, ou se nada acontecera, mas gostaria de manifestar algo que não pode passar despercebido pela Sociedade brasileira.

A cada dia, nossos jovens estão sendo promiscuídos pelo uso excessivo de bebida alcoólica. Verdadeiros absurdos vêm acontecendo pelo Brasil afora, inclusive com o consentimento de familiares. Um verdadeiro absurdo! O que acontece, então, diante dessa postura? Jovens com valores pífios, totalmente superficiais, externando, em muitos dos casos, o tráfico de influência dos pais que sustentam “filhinhos de papai” que não sabem o verdadeiro sentido da vida. É preciso que nos indaguemos acerca do que estamos, verdadeiramente, deixando de herança para os nossos filhos.

Não estou fazendo julgamentos, mas torna-se necessário analisarmos o fato e, de uma vez por todas, elegermos como ponto de inflexão da tão sonhada mudança em relação aos valores de nossa sociedade. Mudança para o bem, para um mundo de valores impregnados de cidadania, de paz e da “badalação” responsável. Quantas meninas estão sendo violentadas pelos rincões do nosso país, pela falta de acompanhamento dos pais, pelo uso imoderado de álcool, drogas, dentre outras substâncias? Foi o que, no meu entendimento, aconteceu. Ou não foi? Sem desmerecer ou diminuir a responsabilidade do mau-caratismo de alguém que se aproveita de outra pessoa sem condições de discernimento.

Gostaria de afirmar que não sou contra a “balada”. Arnaldo Antunes, músico contemporâneo, já dizia “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. É muito importante o prazer de “curtirmos” com amigos. É bom para o equilíbrio, para a socialização e para o processo de aprendizado, que não se resume nos livros. No entanto, precisamos “curtir” com responsabilidade, com preocupação de não invadirmos os espaços de outras pessoas, não as constrangendo, tampouco, desrespeitarmos as leis, normas, regras que nós mesmos promulgamos no nosso Estado democrático de direito.

Precisamos aproveitar esses momentos para tremularmos a bandeira da ética, da moral e do compromisso de nossa sociedade em relação às drogas que se multiplicam e promovem cenários destruidores. Sinceramente, o que aprendemos com programas do gênero, que somente incentivam o sexo excessivo, promíscuo e o uso de bebida alcoólica de maneira irresponsável? Pensem a respeito!

(*) Capitão da Polícia Militar de Minas Gerais

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