Tem pessoas que passam pela história e outras que fazem a história.
De 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, até 1808, a evolução foi muito lenta.
O mercado era fechado e tudo tinha que passar pelo monopólio estatal, ou seja, tudo o que fosse comercializado passava pelo crivo do governo, que, além de cobrar taxas e impostos, decidia se haveria ou não negócio, quando e para quem.
Apenas seis dias após a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808, o Príncipe Regente João VI, influenciado por um baiano com formação europeia, assinou a “Carta Régia” que abriu os portos brasileiros para o comércio exterior; até esta data o Brasil só podia comercializar com Portugal. Um mês depois, aceitou os seus argumentos desenvolvimentistas e cancelou um Decreto que proibia a instalação de indústrias em solo brasileiro.
Esse baiano, à época com 45 anos, tornou-se assessor direto do Príncipe Regente para assuntos de economia. Chamava-se José Maria da Silva Lisboa. Ele foi advogado, jurista, publicista, professor, escritor e economista. Possuía uma visão privilegiada e defendia a liberdade do comércio e a abolição dos monopólios. A sua atuação ímpar no aspecto jurídico e econômico levou João VI a praticar outras tantas ações que abriram o Brasil para novos e grandes negócios.
José Maria da Silva Lisboa recebeu diversos prêmios e honrarias, entre eles o título de Barão e, depois, o de Visconde de Cairu. Ele é lembrado pelos economistas e empresários entre outros. Os comerciantes o saúdam até hoje, homenageando-o, no dia do seu nascimento, 16 de julho, com o Dia do Comerciante e com o título de Patrono do Comércio Brasileiro.
Visconde de Cairu, um homem inteligente e visionário, que não se aquietou e trabalhou muito pelo crescimento e evolução de setores produtivos.
A ele, a nossa saudação, o nosso reconhecimento e gratidão.
A sua visão, habilidade e capacidade de fazer o novo serve de exemplo e inspiração para todos os empresários e empreendedores que, diariamente, tocam os seus negócios, atendendo bem os seus clientes, cuidando das suas equipes, pagando impostos, recolhendo tributos e gerando e mantendo postos de trabalho!
E aos comerciantes, que nessa quinta-feira celebraram o seu dia, nossos cumprimentos!