O nome próprio se mostra algo tão valioso, que existe o ditado de “mate o homem mas não mude o nome”. De preferência, não mudar o nome e, também, não matar. Deixemos tão somente como força de expressão, sobre a importância de ser nomeado de forma correta.
Como exemplo, quantos Nelsons conhecidos existem? Nelson, Cavaquinho, como a própria alcunha faz ilação, famoso músico brasileiro. Quem nunca ouviu falar de Nelson Ned, o Pequeno Gigante da Canção? Dentre tantos outros anônimos, mas que, pelas suas atitudes, a fama não se torna condição sine qua non para merecer reconhecimento.
Prova inconteste deu-se nesse sábado pela manhã, quando ao sair do Supermercado Mendonça (olha o nome mais uma vez marcando presença) percebi que esqueci de comprar espinafre. Para não ter de pôr as sacolas nos escaninhos e entrar novamente, perguntei a certo jovem se não havia alguém que pudesse buscar um molho de espinafre para mim.
Foi quando entrou em ação o ditado em latim: “Multum auxiliatum que cito” (Quem dá logo dá duas vezes). Solícito, “Eu vou buscar pro senhor”. Adentrou nos fundos do supermercado e adentrou no profundo do meu coração a sua atitude gentil. “Está aqui”. Obrigado!
Qual o seu nome? “Nelson”, disse-me, sem saber que seria eternizado à la o personagem Popeye, que tirava a sua força descomunal da lata de espinafre. Nelson mostrou a insustentável leveza do ser ao socorrer o seu semelhante. Seria também admirado por Olívia Palito.