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Uberaba, 17 de junho de 2019 -

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Lídia Prata
Lídia Prata ALTERNATIVA 04/06/2019

Gê Alves – redatora interina
gealves13@gmail.com

Boa notícia. De fonte mais que confiável, fiquei sabendo que a Mosaic está se mudando de mala e cuia para Uberaba. A movimentação no prédio erguido na Univerdecidade/Parque Tecnológico já vem sendo percebida faz alguns dias. É certo que toda a parte burocrática já está concluída, inclusive o “Habite-se”, mas não consegui a confirmação da data de inauguração e começo das operações. Esta informação pode sair a qualquer momento.

Exemplar. Está aí uma bela notícia e a consagração de uma superconquista de Uberaba através do prefeito Paulo Piau e do seu secretário de Desenvolvimento Econômico, José Renato Gomes, que nasceu de uma luta corajosa, ousada, árdua, com lição de que com humildade e junção de forças – independente de lado político – é possível avançar. A garantia da Mosaic em Uberaba foi uma das mais bonitas vitórias da cidade nos últimos tempos. A unidade começa a operar com 350 posições/empregos.

Deu ruim. Pegou mal, aliás, pegou muito mal para a imagem do deputado federal Franco Cartafina sua batida em retirada do plenário da Câmara momentos antes da votação sobre o Coaf. Ou seja, o único representante de Uberaba no parlamento em Brasília não disse nem sim nem não à fixação do órgão no Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado pelo ex-juiz federal Sergio Moro. Desnecessário dizer da importância do Coaf para o processo de se passar do Brasil a limpo, notadamente no quesito ações anticorrupção. Desta forma ele ajudou a garantir que o Conselho ficasse no Ministério da Economia.

Sem voz. Assim, com o comportamento de Franco Cartafina, o uberabense ficou sem voz no Parlamento Nacional em um projeto de suma importância, porque seu único representante se calou, deixou o plenário. A situação continua respingando no deputado. Na última manifestação pró-projetos do governo federal, em Uberaba, o nome do novato na capital federal foi bastante criticado, inclusive em microfone e com o apoio dos participantes em massa.

Não pode. Vamos combinar que não tem perdão, mas que sirva de exemplo. Parlamentar existe para falar em nome de uma comunidade, para propor e apreciar projetos. Não há mais brecha para político sem posição, que joga para a galera, que engrosse a turma do tanto faz, que pratica a política de Pilatos, aquela em que se cala quando pode e deve falar, que lava as mãos. Outra crítica severa a Franco Cartafina – que trocou a Câmara Municipal pela Federal nas últimas eleições – é para o que seria sua tentativa de negociar com o governo a nomeação de dupla com histórico de esquerda (Psol) na UFTM.

Sinceramente! Credibilidade é quase tudo na vida. Na política, ainda mais. A mesma pessoa, apontando situações diversas, tenta em três vezes seguidas derrubar o governo que já integrou!? Enfim, este é só um exemplo para pensarmos – sem paixões – como tem (este não é o único caso) pessoas na política (useiros e vezeiros) que caminham na contramão do que a sociedade busca. Enquanto queremos transparência, verdades, denúncias consistentes, críticas construtivas, respostas pertinentes em que campo público for, tem uns e outros que querem pôr o fogo no parquinho; se portam como artistas e não políticos engajados. A internet, então, virou o estrelato. Isto é difícil entender e as pessoas precisam ficar atentas para não ser “enganadas”. A política precisa de mais ações e menos espetáculos.

Na luta. No caso específico do terceiro pedido de impeachment do prefeito Paulo Piau, e pelo mesmo autor, não penso haver inconstitucionalidade da lei que autorizou financiamento aprovado pela Câmara. Ao menos não quero acreditar que a Prefeitura mentiu, manipulou dados sobre a atestada capacidade econômica e financeira e, muito menos, que os vereadores, na melhor das hipóteses, sejam tão inocentes ou mal assessorados. Sendo assim, deveria ser pedido, pela lógica, também a cassação dos mandatos parlamentares. Ademais, pelo que tive acesso, percebi materialidade deficiente e texto prolixo. Mas, enfim, é direito do cidadão acusar e obrigação da imprensa alertar quando percebe a utilização de recursos públicos (tempo, profissionais envolvidos) sendo afetados quando tanta coisa precisa avançar para a sociedade.

Uberaba ganha mais um cidadão: Carlos Janibelli, executivo da Mosaic, foi legitimado pelo título honorário concedido pela Câmara por iniciativa do então vereador e atual secretário de Governo, Luiz Dutra. No discurso, em nome dos homenageados, agradeceu a acolhida, pontuou que “uma das maiores realizações da vida de um ser humano é tornar-se um bom cidadão”. Disse ter se surpreendido com nossa História e empolgado com o Projeto Uberaba Mais 20, que projeta o município para os próximos 20 anos (planos, projetos, programas e ações públicas, privadas e comunitárias), organizando o município para uma economia forte, uma sociedade justa e um meio ambiente equilibrado. E pregou – o que a colunista também entende ser o caminho –: “A comunidade, a academia, o meio empresarial e o poder público trabalhando em conjunto são essenciais para a felicidade da sociedade”

Histórico. A Academia de Letras do Triângulo Mineiro marca importante ponto na próxima sexta-feira (7). Hildebrando Pontes Neto e Alessandra Pontes Roscoe lançam às 19h30 os livros para público infantojuvenil “O velho carrossel” e “A árvore que voava”. Ele é neto e ela bisneta do historiador Hildebrando Pontes (1879/1940). Imperdível!

Bombou! A Concha Acústica no último domingo ficou lotada. As apresentações, um tributo a Tim Maia, contagiaram a plateia. A maciça concentração de público deixa concluir que quando o artista é bom, o repertório idem, não há dúvidas: o povo vai. E tudo ocorreu sem incidentes até as 14h. Ótima opção pública e gratuita de lazer!

“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” [Cláudio Abramo, 1923-1987] – Estou feliz de estar aqui, Vamos juntos!

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