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Uberaba, 19 de julho de 2019 -

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Márcia Moreno Campos

Votos descompromissados

Já estamos no final do mês de maio e o Brasil continua mergulhado em uma crise sem precedentes. Produção industrial caindo, postos de trabalho perdidos, inflação botando as asinhas de fora, importações e exportações em declínio, dólar em alta, medicamentos em falta na rede pública de saúde e no quesito educação, muito barulho e pouca ação. A esperança agoniza e se agarra com unhas e dentes na aprovação da reforma da Previdência, batizada pelo governo de Nova Previdência. Reforma esta, que ficou hibernando por dois longos meses na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, a CCJ, que julga unicamente se a proposta é constitucional ou não. E enquanto esperamos o projeto andar vamos afundando em previsões de crescimento revistas para baixo e déficit fiscal para cima. Daí eu me pergunto: não teria sido mais racional aprovar uma reforma da Previdência, mesmo mais tímida, durante o governo Temer, destravando as pautas do Congresso para novas e essenciais reformas? Mas os representantes de si mesmos, populistas descompromissados, anunciaram que votariam contra a proposta, sem esclarecer para seus eleitores as consequências desse voto. Dentre esses, o atual Presidente da República e um dos seus filhos. Estranhei muito, porque qualquer um que se dispusesse a disputar a Presidência da República, e foram vários os Partidos que indicaram candidatos, deveria ter se posicionado a favor, deixando o atual Presidente livre para abraçar outras causas.  Mas preferiram a demagogia e o atraso. Com os salários garantidos são insensíveis às angústias da população, e trocam o voto de convicção pelo voto de retaliação. Um verdadeiro combate, com propósito único de derrotar os adversários.  E o Brasil perde tempo como se tempo houvesse a perder. Estagnado, esperando a aprovação da Reforma. 

Infelizmente nossa democracia falha por falta de comprometimento em todos os níveis de governo. Nas Câmaras Municipais, os vereadores incumbidos por lei de fiscalizar os atos do Executivo, só o fazem quando brigam com o Prefeito, e aí contestam tudo, errado ou não. 

Li que na Índia, um país onde o índice de analfabetismo é muito alto, os habitantes votam em símbolos e não em nomes. Um eleitor indiano que queria dar o seu voto à oposição, representada pelo elefante, se confundiu e votou na flor, e em um gesto extremo de inconformismo, cortou a ponta do dedo. Se a moda pega...

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