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Uberaba, 17 de julho de 2019 -

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Ricardo de Minas Borges

Música boa, para os ouvidos que pouco de nós ouvimos

Miles Davis, o maior trompetista de todos os tempos, começou a tocar trompete aos treze anos de idade e tocou até a sua morte, no dia 28 de setembro de 1991, aos 65 anos. Miles era inovador, e eu, como fã da boa música, gosto muito do som que ele faz. Afinal, ele não morreu, pois seus discos e a sua arte estão vivos em nossa memória. O artista, que nasceu em 1926, esteve na vanguarda de todos os desenvolvimentos do jazz desde a Segunda Guerra Mundial, até 1990. Miles pertenceu à classe mais bonita do jazz, que incluía músicos que todos gostam e marcaram época com suas canções em nossas vidas, como Louis Armstrong e outro mito, que é Dizzi Gillespie. Comprei poucos discos do Miles Davis, são discos que eu gosto muito e que indico ao leitor a conseguir. São eles: “The man with the horn”, “Working and steaming” (albúm duplo) de uma fase mais antiga, e “Tutu”, em homenagem ao Bispo africano Desmond Tutu. Mas toda a sua obra é inquestionável. O Brasil também tem muitos músicos de música instrumental. A chamada “música instrumental brasileira” tem pessoas que surgiram agora e músicos que estão na estrada há uma longa data. O guitarrista Nathan Marques, que era o preferido da Elis Regina e que tocou com seu marido, Cézar Camargo Mariano, pianista de Jazz, afirmou que parou de tocar jazz porque não dá dinheiro. E, realmente, o alcance dessa música de altíssima qualidade não tem vez num país que a cultura da população é nota 3. Além disso são poucas rádios num contexto nacional que tocam música de boa qualidade, como MPB, e a própria música instrumental. Para citar meus ídolos, gostaria de dizer de Ivan Lins, Djavan, Gil, Caetano, Cama de Gato, meu amigo particular o pianista de jazz Kiko Continentino, Ed Motta, que largou o soul e agora mora na Alemanha tocando um som refinadíssimo, Milton Nascimento e o pessoal do Clube da Esquina, outra cooperativa de som que surgiu nos áureos tempos e depois todos os seus integrantes partiram para carreiras solos. Para encerrar, gostaria que o brasileiro desse mais valor aos verdadeiros músicos brasileiros e não a músicos comerciais, e outros " pancadões", que não acrescentam nada em matéria de engrandecimento cultural nem tocam os nossos corações em nome do sentimento e da arte. Ah, como não podia deixar de falar, Nathan parou de tocar música instrumental, mas hoje toca com o Renato Teixeira só para dizer que o grande mestre continua fazendo música de boa qualidade! Música, poesia, harmonia, acordes dissonantes, misturas que fazem bem à nossa alma.

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