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Uberaba, 20 de julho de 2019 -

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João Eurípedes Sabino

O que é isso, Governador!

A frase acima consta do meu texto anterior aqui publicado, com o título “Mente desocupada”. Fiquei perplexo quando vi que S. Exa. o Governador Romeu Zema desarticulou aqui 21 escolas estaduais das 22 integrantes do Ensino em Tempo Integral. A história é pródiga em registros de “cortes” do poder central no ensino em Uberaba. O mais marcante que me flui à recordação cinge-se ao curso de Agronomia, que só formou uma turma em 1898, foi fechado com a promessa de reabertura e isso jamais ocorreu.

Quem é este reles escriba para subir num tijolo e tentar um puxão de orelhas no governador? Não se trata disso. Justifico: só não sente o que é a falta de uma escola quem passou longe da dificuldade para galgá-la. Pessoa de bom senso me parece ser Romeu Zema e não há melhor decisão do que a de rever essa malfadada medida. Ele sabe que o preço político a pagar não é irrisório e seus adversários ganharam munição.

O que é isso, companheiro! Tal frase usei num texto quando Aécio Neves, então governador, de repente, “zerou as dívidas de Minas Gerais” e acabou com o desemprego mineiro, usando o seu famoso “Choque de gestão”. Anos depois, o que temos? Um Estado literalmente quebrado.

A Antonio Anastasia, registrei nesta página a sugestão: Excelência, não passe para a história como sendo o governador que autorizou a construção de um hospital “colado” a um cemitério. Anastasia não podia mais recuar, mas deixou clara sua contrariedade com a obra, não recebendo em palácio a equipe de Uberaba que ali fora para obter a ordem oficial de construção do Hospital Regional. Passou a missão ao seu vice-governador.

Como se vê, governadores também têm ouvidos.

Romeu Zema participará ou não da inauguração da 85ª ExpoZebu, se sabemos que aqui estarão vários governadores de Estados da Federação? Receio de manifestações contrárias? Não creio. Contenção de gastos? Nem tanto. Liga não, Uberaba; no dia da inauguração do Parque das Américas, em 03/05/1959, pelo presidente Juscelino Kubitschek, José Francisco Bias Fortes deu no pé e Carvalho Pinto – governador de São Paulo – fez as honras da casa. Pode?  

Caro Governador Romeu Zema, este texto precisa ser concluído, em face do que sintetizo: seja sempre bem-vindo à terra que o ajudou a chegar lá.

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