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Uberaba, 17 de julho de 2019 -

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Paulo Leonardo Vilela Cardoso

Brasil colonial?

Malásia é um país com uma maioria muçulmana, e há mais de 30 anos reorganizou sua política pública para promulgar novas leis capazes de incluir o seu povo em novas regras de educação, e de inseri-los em mecanismos empreendedores, de mercado de trabalho e produção.

Enquanto o Brasil travou seu poder econômico nas feridas da má gestão e corrupção, outros países emergentes, que nem de longe possuem a nossa estrutura, dão banho de desenvoltura.

Vale lembrar que o Ranking de Desenvolvimento Inclusivo (IDI, na sigla em inglês), que analisa 103 países, com notas de 1 a 7, encontrou a melhor nota para a Noruega, 6,08, e para o Brasil, apenas 3,93 pontos.

Causa espanto perceber que outros países infinitamente menores, inclusive em tamanho, possuem notas superiores às brasileiras, como por exemplo: 1. Lituânia - 4,86; 2. Hungria - 4,74; 3. Azerbaijão - 4,69; 4. Letônia - 4,67; 5. Polônia - 4,61; 6. Panamá - 4,61; 7. Croácia - 4,48; 8. Uruguai - 4,46; 9. Chile - 4,44; 10. Romênia - 4,43.

Temos condições e precisamos melhorar. Para isso precisamos revestir um perfil de educação empreendedora, não só focada em atividades liberais, mas também capazes de ensinar os brasileiros a empreender e fazer o País crescer.

Além disso, existe a necessidade de enxugamento da máquina estatal, que hoje consome, com sua estrutura básica, mais de 50% do que é arrecadado. O fato é que o Estado brasileiro opera de forma desarmoniosa, distribui mal seus recursos, e possui grandes feridas abertas de corrupção.

De fato, isso faz com que a confiança de quem investe fique abalada. Na política, basta lembrar que mesmo depois da Lava Jato, o condenado Valdemar Costa Neto é cortejado pelos principais candidatos ao Planalto - o que significa que em Brasília nada mudou e nada mudará tão cedo.

O Nosso País, infelizmente, continua convivendo em período Colônia, sendo explorado em seus recursos naturais, e abraçando somente aqueles que sugam o seu poder econômico. De fato, como ocorreu na Malásia, somente um rigoroso plano de EDUCAÇÃO é capaz de mudar a nossa rota, e evitar o naufrágio previsto.

 

 

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