JM Online

Jornal da Manhã 46 anos

Uberaba, 20 de julho de 2019 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

Articulistas

Outros Articulistas

Marília Andrade Montes Cordeiro

Deserto de Nomes

Plagiei o título e um pouco da ideia do ótimo Carlos Heitor Cony, quando li seu artigo no domingo, dia 14.

“A crise atual está tão escancarada, que até um Aedes aegypti perceberia”.

Realmente, o mundo anda muito diverso, louco além de qualquer mera e reles definição. E agora, com a ausência firme e dedicada da consciência daqueles por quem nutria total devoção, resolvi também escancarar.

Ando navegando entre o real e o imaginário! E sem “plantas de poder”. Sentindo apenas. Me permitindo.

O plano real não acolhe nenhuma esperança. Nossa governante ficará na história como a Presidente que mais asneiras proferiu publicamente. Serão inúmeros os livros de anedotas que surgirão. Uma pena que sua incapacidade administrativa não nos deixe sorrir. Por sua incompetência temos mergulhado numa crise política e econômica jamais vista e sentida.

Mulher incapaz, orgulhosa, presunçosa, insensível. Culpa de Lula, que a elegeu por transferência de voto para tentar ocultar seus inúmeros desmandos. Com todos esses adjetivos faria boa companhia a um ex-prefeito de Uberaba que deixou nossa cidade numa grande arapuca financeira e administrativa. E falida, por vários governos.

E nossa querida Uberaba vem sofrendo a consequência desse desgoverno nacional e da grande falta de recursos.

Gostaria, inclusive, de alertar os que estão no poder: Não se deixem seduzir pela ribalta! “O veneno, assim como o remédio, quando introduzido na vertical é muito mais poderoso”.

E acho um escárnio o que os “grandes líderes” e os filhos herdeiros dos grandes têm esfregado em nossa cara e nos feito engolir.

Melhor mergulhar em meu interior. Mas já não encontro em meu abrigo e ritmo interno.

Me recuso a viver essa nova década apenas como uma prolongação dos anos já vividos.

Aos 61 anos, vejo que já não tenho mais certezas. Talvez, uma única: Somos seres espirituais em busca. Parte de um todo que está em constante evolução.

Quero buscar processos saudáveis de reconstrução. Nada de rotina, da espera do que será. O desconhecido ainda me fascina. Me faz sentir vida e vislumbrar horizonte.

Porém, o pensar às vezes se torna arma. O tsunami de emoções pode reverberar de modo seco e sombrio e provocar transtornos.

Hora de recolher, fechar em copas. Meu outono anda tempestuoso.

Preciso de um tempo!

 

Marília Andrade Montes Cordeiro

Mãe de família

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia