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Uberaba, 18 de março de 2019 -

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Paulo Fernando Borges

Relator do Código Florestal se reúne com lideranças

Sindicato Rural de Uberaba (SRU) promoveu na manhã de ontem encontro entre produtores e lideranças classistas com o deputado Paulo Piau, quando foram discutidos alguns pontos do novo Código Florestal Brasileiro, sobretudo os vetos, já que o setor esperava que nada fosse vetado no texto final.

O evento foi realizado na sede do SRU e serviu para esclarecer os produtores, conforme explicou o presidente da entidade classista, Rivaldo Machado Borges. “Achávamos que não ocorreriam mais vetos, até porque o Código foi muito sabatinado, desde fevereiro de 2009, quando aqui, em Uberaba, começamos a agir e motivamos a mudança do Código. De lá para cá ocorreram diversas reuniões, foram montadas várias comissões e a peculiaridade de cada região foi levada em consideração no texto encaminhado ao Congresso. Assim, achamos que estavam filtradas todas as possibilidades de veto”, afirmou, lembrando que o principal componente para tais vetos foi a pressão exercida por ONGs e ambientalistas.

A questão das reservas nas margens dos rios, que, segundo Rivaldo, pode prejudicar as atividades tanto de pequenos como médios e grandes produtores, causa preocupação. “Aqueles que cultivam suas hortaliças às margens de um rio vão ter que sair e deixar margens de cinco metros de cada lado”, disse, referindo-se aos pequenos produtores, de um módulo. Mas, há casos em que a margem terá de ser de até 10 metros. “Dependendo da propriedade do pequeno produtor, se ele contar com APP, acabará sendo excluído da atividade. É uma preocupação muito grande. Acho que esse veto pode ser derrubado, não só para os casos dos pequenos, como médios também, pois há possibilidade de essa margem ser de até 600 metros de cada lado do rio. É muita coisa. Não podemos, de uma hora para outra, levar esses produtores para o êxodo rural, até porque a atividade deles é ali no campo”, reforçou.

O líder do setor disse isso se referindo a algumas áreas que são cultivadas desde a época da colonização e que, segundo ele, são culturas centenárias que não podem ser simplesmente excluídas.

Em relação às atividades já consolidadas que são praticadas em áreas de inclinação de até 45 graus, como café, parreira de uva e criação de gado, serão mantidas. “O produtor vai poder continuar exercendo sua atividade normalmente, com tranquilidade. Não poderíamos simplesmente desocupar essas pessoas”, avaliou, lembrando dos casos de produtores de queijo e outras culturas que atuam na Serra da Canastra.

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