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Uberaba, 21 de maio de 2019 -

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Paulo Fernando Borges

Profissionais reclamam do modus operandi da GM

Enquanto parte da população aplaude a apreensão dos “carros bomba”, empresários do segmento de som automotivo demonstram revolta com a ação da Guarda Municipal, que nas últimas semanas intensificou a fiscalização e apreendeu diversos desses veículos, classificados também como “tunados”. Para alguns desses profissionais, o tratamento dispensado a eles pela GM é o mesmo destinado a bandidos.

Durante a semana, a repórter Helena Cunha entrou em contato com alguns desses empresários. Um deles é Cláudio Santana, que, mesmo explicando ser a favor da fiscalização, fez ressalvas sobre o “modus operandi” da GM. Ele cita como exemplo os veículos apreendidos durante blitze. “Mesmo que estejam com som desligado, são apreendidos por ter a aparelhagem instalada. Acho errado, não tem flagrante”, diz, lembrando que o prejuízo se estende às lojas especializadas na comercialização de equipamentos de som automotivo.  Segundo ele, a procura por serviços caiu quase 100%. Em alguns casos, clientes procuram a loja para solicitar a retirada da aparelhagem.

Procurado pela reportagem do Jornal da Manhã, o comandante da GM, Marco Túlio Gianvecchio, afirmou já ter se reunido com os empresários e garante que não há situação de perseguição. “Eles são profissionais e estão defendendo o lado deles. Mas meu papel é fiscalizar. No meio dessa discussão há a população, que clama por sossego e providências em relação a esse tipo de atividade”, diz.

Vale lembrar que já está agendado para o mês de setembro, mais uma edição do campeonato de som automotivo, realizado no CentroPark. Uma reunião entre empresários, autoridades e o prefeito Anderson Adauto será agendada para discutir o assunto e traçar as regras do evento.

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