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Uberaba, 23 de fevereiro de 2019 -

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Tânia Mara Souza Guimarães

O professor que jamais esqueci

Somos três professoras na minha família e mais alguns ainda estão por vir.

Certa vez me perguntaram: que professor você jamais esqueceu?

Os primeiros olhos e mãos que me vieram à mente foram quatro. Quatro olhos, quatro mãos. Olhos que sorriram às vezes. Olhos que já vi chorar. Olhos que se acostumaram a olhar para frente até quando a saudade apertava e a vontade era de voltar; olhos que, quando olhavam para trás ou ainda o fazem, felizmente, é pra olhar pra nós e pedir, simplesmente no olhar, que a gente não desista, que a gente vá em frente, que é onde eles já se encontram, prontos pra continuar... olhos que me ensinaram a obedecer e a crescer, olhos que, pelo olhar... me ensinaram a amar.

Mãos! Mãos que sempre vi a trabalhar... a tocar, a embalar a vida, a puxar a corda, a bater às portas, a guiar o mundo, a dirigir o seu mundo, a sua vida, as nossas vidas, a minha vida... Mãos que ainda hoje estão dispostas... estendidas, amigas.

Mãos que ainda hoje, quando “imagino” dirigir a minha vida estão ali, aqui, acolá, prontas, sempre prontas a me amparar.

“Meu professor inesquecível” são dois e são meus, e o serão para sempre, por terem me ensinado até mesmo O Caminho da eternidade.

Inesquecível, inesquecíveis e meus... meu pai e minha mãe... professores que me deram a vida e que me amparam e me ensinam na lida...

Professores e Mestres na arte de viver...

Depois deles, vários, que vale a pena lembrar.

Antes deles, só Deus, que me deu a graça de ser gerada ali... naquele cantinho, onde até hoje, nos caminhos do meu viver, tenho muito que aprender.

(Abril de 2004)

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