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Uberaba, 23 de maio de 2019 -

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Cláudia Feres Garcia

Uma bela juventude!

Recentemente fiz uma viagem com pessoas da minha idade e percebi que a melódica e encenada “juventude transviada” dos anos 50 não cabe, de forma absoluta, aos jovens de hoje. Sim, existem rebeldes e transgressores de preceitos sociais, mas muito mais, existem jovens magnânimos, que acrescentam algo ao próximo. Confrontando os sexagenários, com os quais passei alguns dias, aos jovens com quem convivo, os primeiros são gritantemente mais preconceituosos. A experiência de vida deveria contar pontos a favor da compreensão, da tolerância, do respeito às adversidades, mas nem sempre conta. Os conceitos viraram de “pernas para o ar”. Existem pessoas frutos de todos os tipos de ditaduras e se esquecem de que somos, sem distinção, nada mais do que “insignificantes”, com muito e muito a aprender. É lamentoso ouvir que "não se sabe como a Marieta Severo encara os seus netos, filhos de Carlinhos Brown". E aí aquieto as minhas indignações, com o modelo de jovem que trago como exemplo dos demais, que são generosos, que não são preconceituosos, lembrando-se deles, aqueles que têm abundância de recursos emocionais. E eles nem imaginam o bem que nos faz. Duvido que eles tenham noção do alcance dos seus sorrisos e dos seus olhares de bondade. São dessas pessoas que melhoram o seu dia sem que nem eles e você percebam. Simplesmente não se economizam. Derramam o melhor de si para o seu próximo e estão sempre de alegria pronta. É desses muitos belos jovens que me orgulho! São jovens sustentáveis, que constroem um mundo melhor com atitudes nobres, em busca do entendimento que o ser humano é incrivelmente maravilhoso, por ele mesmo!

(*) Professora universitária

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