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Uberaba, 23 de maio de 2019 -

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Cláudia Feres Garcia

“Pau que nasce torto morre torto”???

Para escrever este texto eu teria que, em respeito ao leitor, fazer uma pesquisa apurada sobre a natureza humana e as suas nuances de SER mutante. Mas optei por apenas e simplesmente trazer uma reflexão diante das observações que fiz ao longo desta vida.

Este dito popular reflete a nossa capacidade de julgar os outros. Na nossa visão crítica algumas pessoas são portadoras de desvios de conduta que parecem permanentes, quase uma resignação com o errado, uma consideração apressada do irreversível.
Seria incoerente eu dizer que não acredito que uma pessoa não muda o seu jeito, o seu comportamento, acreditando tanto na mutabilidade do ser humano para melhor. O ser humano não é incorrigível. Mudanças de comportamentos, hábitos, atitudes são difíceis e dependem única e exclusivamente de cada um de nós. Para mudarmos a trajetória das nossas vidas é possível, mas depende de muito querer, esforços corajosos, e além de tudo, exercícios diários, sem desistir, de correção e modificação de nossos comportamentos.

Existem pessoas que fogem dos padrões que estabelecemos como corretos e definimos como pessoas difíceis de serem endireitadas. Algumas têm mesmo índole de difícil ação de mudança, outras que satisfeitas com a sua personalidade distorcida resistem a qualquer tentativa de modificação do seu modo de ser. Todavia, muitas outras, tiveram a coragem de buscar a mudança e mudaram para melhor.

Se tomarmos literalmente o dito popular, estaremos nos referindo a uma árvore. Aplicar indiscriminadamente a frase ao ser humano é um grande erro, pois o ser humano não é pau, portanto, passível de mutações. O ditado pretende definir aqueles que por escolha própria não se permitem melhorar.

 

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