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Uberaba, 22 de fevereiro de 2019 -

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Sumayra Oliveira

O que ninguém fala sobre o Código Florestal

A impressão que o eleitor pode ter com relação ao Código Florestal é que o Brasil está prestes a cortar suas últimas árvores. No entanto, o nosso território, segundo o Ministério do Meio Ambiente, é coberto em 60,7% por florestas, inclusive por florestas naturais em 59,9% (cf. Serviço Florestal Brasileiro/MMA, “Florestas do Brasil em resumo 2010”, pág. 7).
Comparado à Europa Ocidental, que tem apenas 0,3% do seu território coberto por florestas naturais, o Brasil é quase uma selva virgem. Só há um outro país no mundo que se lhe compare: a Rússia.
Então, por que essa histeria em torno do Código Florestal, sobretudo considerando que apenas 27,7% do nosso território se encontram ocupados pela agricultura ou pela pecuária?
O motivo verdadeiro pode ser encontrado, por exemplo, em “Farms Here, Forests There” (“Fazendas Aqui, Florestas Lá”), de Shari Friedman, consultora “senior” da David Gardiner & Associates, uma bem sucedida empresa de assessoria “ambiental” para corporações dos EUA. Diz a senhora Friedman:
“A destruição das florestas tropicais do mundo por operações com madeira, agricultura e pecuária em outros países levaram a uma dramática expansão da produção de commodities que competem diretamente com os produtos dos EUA. (…) Essa deflorestação tem permitido uma expansão em larga escala e baixo custo da produção de madeira, da pecuária e da agricultura, e também tem causado dano ao meio ambiente e às comunidades da floresta. Muito dessa expansão na produção madeireira e agrícola tem sido feita através de práticas que não estão à altura dos padrões de sustentabilidade, práticas trabalhistas e direitos humanos básicos da indústria dos EUA, fornecendo a essas operações agrícolas de outros países uma vantagem competitiva sobre os produtores dos EUA. A agricultura dos EUA e as indústrias de produtos florestais precisam beneficiar-se financeiramente da conservação das florestas tropicais através da política climática” (Shari Friedman, “Farms Here, Forests There”, David Gardiner & Associates, 2010, pág. 1).
O problema aqui é frear a expansão da nossa agricultura e pecuária (a indústria madeireira entra nesse texto um pouco como Pilatos no Credo – está claro, pela penúltima frase, que o importante mesmo, para eles, é a produção agrícola).
Mas como defender que um país com 60,7% do território cobertos por florestas, a maior parte intocada, não expanda a agricultura? Evidentemente, teriam que forjar um motivo ou pretexto.
Para isso serve a farsa do “aquecimento global”. Depois de desmoralizado cientificamente, o “aquecimento global” se tornou igual às receitas do neoliberalismo, do qual é cria: existe porque existe, sem necessidade de prova, e é nocivo porque dizem que é nocivo, sem mais complicações argumentativas. Em suma, é mais uma vigarice para os trouxas do mundo – e para os espertos ganharem dinheiro. (Sugestão de artigo sobre a farsa do aquecimento global: “Aquecimento global: as previsões furadas de Lovelock”, por José Carlos Ruy.)

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