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Uberaba, 18 de março de 2019 -

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Leuces Teixeira

Até tu, meu filho Flaviu$$$!

Meu caro leitor, aqui estou novamente, agora com mais dois stents, novinhos em folha, para ajudar o coração. Totalizando sete, sou hepta, nossa seleção canarinho é penta, mas continuo tomando banho sozinho. 

Estava e ainda estou pensando na vida do nosso presidente Bolsonaro e imagino que não está sendo nada fácil. Primeiro foi a facada que ele tomou em Juiz de Fora, antes da eleição. Não morreu tendo em vista o imediato e eficiente socorro, numa cidade com excelentes médicos. Repito, nosso Presidente não morreu porque naquela cidade – Juiz de Fora – existe uma Universidade Federal, um excelente curso de Medicina, um dos mais bem avaliados do país, e um cirurgião clínico geral dos mais bem capacitados. Enfim, tomou uma tremenda estocada e, felizmente, não morreu.

Agora, nosso Presidente tomou outra estocada, um tremendo dum golpe, e, sob minha ótica, bem mais grave que o primeiro. Este com uma tremenda agravante, pois o autor do golpe é nada mais nada menos que seu filho Fláviu$$ Bolsonaro, ou seja, foi severamente lesionado dentro do seu próprio ninho.

Alguns dizem que o pai nada tem com o que está acontecendo, que a vida do filho é a vida dele e pronto acabou, que o “menino” é maior de idade, vacinado e dono do seu nariz. Tudo bem, mas, no campo político, sabemos como as coisas acontecem. Vou dar dois exemplos nada diplomáticos ou higiênicos – de antemão peço desculpas ao leitor. Seria o mesmo que encher a mão de fezes e jogar no ventilador ligado no último. Quem estiver por perto jamais, digo jamais, vai ficar satisfeito; vai sair borrado, para não mencionar outra coisa. O segundo exemplo seria encher uma meia, também de fezes, bem cheia, cheia mesmo, fazer um buraco na ponta e sair rodando pela sala, repleta de pessoas, numa velocidade estonteante. Aquele que não sair borrado, pelo menos, tanto no primeiro ou no segundo exemplo, vai sentir o cheiro da obra-prima exalado do “menino” travesso.

Esse é o dilema, se é que se pode chamar uma situação traumática como essa de dilema, vivenciado pelo Presidente eleito. O “menino” é filho do homem, digo mais, perceba quem são seus amigos, com quem ele está andando; tá andando com milicianos, gente com prisão preventiva decretada, envolvida com criminalidade pesada. Os Petralha$$$ vão bater pesado, é só começar o ano legislativo federal – Câmara e Senado –, vão criar CPIs, pautas bombas. E vai piorar com a Rede Globo de televisão e alguns jornais pegando no pé do “menino”. No mesmo sentir, o comportamento do Ministério Público do Rio de Janeiro, por tudo que tenho lido e observado, estão dando o troco. A eleição acabou, é hora de governar; a realidade de administrar é bem diferente. O “menino” deu um baita dum tiro no pé, em buscar aquela liminar no STF, impedindo o Ministério Público de investigar – outro grande erro! Já está pagando o preço com a declaração do ministro Marco Aurélio, que vai cuidar do caso, dizendo que decisão como aquela “tem que jogar no lixo”. Já sinalizou que a coisa vai andar normalmente.

Meu caro Presidente, votei no Senhor, votaria novamente, pois nos Petralha$$ não voto mais. Sua vida, sua missão, não vai ser nada fácil. O imperador romano Júlio Cesar foi assassinado dentro do Senado, o último e fatal golpe dado pelo seu amigo Marco Bruto. No seu caso. Sr. Presidente, o primeiro e certeiro golpe dado pelo seu filho Flaviu$$$!

Até tu, Flaviu$$$$! 

É, senhor Presidente, é bom “já ir” se acostumando!!!

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