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Uberaba, 19 de maio de 2019 -

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SOBRE RODAS

Coluna do Baleia: GP da CHINA – Muita festa e pouca ação

O tão comemorado GP 1000 na pista foi daqueles que não vale a pena o sacrifício

19/04/2019 - 08:00:18. Última atualização: 19/04/2019 - 08:01:17.

O tão comemorado GP 1000 na pista foi daqueles que não vale a pena o sacrifício. Sacrifício para quem ficou acordado para ver ou acordou às três da manhã para assistir.

Falsa impressão. Todos os treinos e a classificação foram dominados por Valteri Bottas. Lewis não se achava com seu carro e tudo levava a crer que aquele Bottas do GP da Austrália estava de volta. Porém, quando as luzes se apagaram, tudo voltou ao normal: Lewis arrancou melhor e a partir daí começou a construir uma vantagem sólida.

Chato. Esse lance do piloto tomar a ponta na largada e sumir dos demais está se tornando mania. Bottas, na Austrália e Lewis, agora. No Bahrain, ainda houve uma bobeirinha de Leclerc na largada, mas quando assumiu a ponta também estava construindo uma boa vantagem para os demais, quando foi traído pelo sistema de injeção da máquina italiana.

Choradeira. Mercedes e Red Bull antes da etapa chinesa estavam enlouquecidas com a velocidade da Ferrari nas retas. Falavam até em pedir investigação. Porém, como aquela Ferrari do Bahrain hoje existe apenas nas recordações, depois dos treinos chineses ninguém tocou mais no assunto.

Inferno Rosso. A italianada está em desespero. Seus carros em hora nenhuma foram competitivos na etapa de Xangai. E para complicar ainda mais se perderam na estratégia ao favorecer Vettel. Esse comando da equipe não é muito normal.

Já na primeira etapa do ano, deram ordens para favorecer o alemão. Nesta etapa, ao favorecer Vettel, eles conseguiram fazer Leclerc perder o quarto posto. Leclerc deixou claro que não aprovou a manobra. E Vettel, que alegava estar mais rápido, não conseguiu encostar no carro de Bottas.

Eficiente. Nos anais da história ficou gravado o nome de Lewis Hamilton como o vencedor da etapa de número 1.000. Lembrando que o GP de número 900 também teve o inglês como vencedor. Lewis é o único piloto a vencer dois GPs centenários e caminha, a topo vapor, para igualar e superar a incrível marca de vitórias de Schumacher. Cabe à Ferrari dificultar essa façanha.

Enquanto isso. A equipe taurina acertou em cheio quando formaram a aliança com a Honda. Além de não pagar pela unidade de força nipônica, estão bem na frente dos carros equipados com a unidade francesa. Na tabela do Mundial de Pilotos, Verstappen está à frente de todos, excluindo a dupla da Mercedes.

Outra. A Renault é outra que se mostra aquém do que deveria estar. Para salvar o barco, Daniel Ricciardo conseguiu terminar uma corrida em 2019. Ricciardo foi o melhor do resto (sétimo). Enfim, o australiano está conseguindo se entender com o carro francês. Por outro lado, Hulkenberg sofreu outra pane mecânica.

Destaques. Apesar do marasmo no pelotão dianteiro, os demais conseguiram nos brindar com algumas disputas. Perez fez uma bela largada. Kimi Raikkönen foi brilhante pela carroça que pilota. Depois de tanto lutar, chegou no nono posto. Gasly, enfim, fez uma corrida decente. Albon, que largou dos boxes, conseguiu marcar um pontinho.

*Algumas das línguas radicais da rádio paddock comentaram antes da corrida em Xangai que Gasly pode perder seu assento para Albon. Sorte de Gasly ter terminado em sexto.

Sempre eles. Os comissários técnicos, apesar de toda parafernália à disposição, conseguiram mancar outra vez. Puniram Kvyat por um toque em Lando Norris logo após a largada. Não enxergaram que Sainz Jr havia tocado nele antes, fazendo com que o russo se perdesse e acertasse Norris.

Ótimo fim de semana!!!

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